Warrior Streaming Media amplia operação para além dos games
Companhia passa a atuar em a diferentes ambientes de conteúdo, como esportes, reality, podcasts e cultura pop

Bernardo Mendes, CEO da Warrior Streaming Media (Crédito: Divulgação)
Após observar que o streaming e a creator economy deixaram de ocupar espaços complementares e passaram a disputar uma parcela cada vez maior da atenção das audiências, a Warrior anuncia a ampliação de sua atuação para além dos games. Fundada por Daniella Gallo em 2023, a companhia expande sua operação para diferentes ambientes de conteúdo, como esportes, reality, podcasts e cultura pop, conectando marcas, mídia e creators.
Bernardo Mendes, CEO da Warrior Streaming Media, conta que essse movimento foi muito mais uma demanda de mercado do que euma stratégia de posicionamento. “O mercado nos puxou para esse lugar. E ao ir para esse lugar e entender que tinha um potencial de situação além do território de games, começamos a olhar outros territórios que o jovem habita”, reforça.
Atualmente, a Warrior reúne mais de 4,8 mil streamers e creators em sua operação na América Latina, com atuação no Brasil e no México. Além disso, ao longo de três anos de operação, a empresa já trabalhou com mais de 160 clientes, entre marcas como Sanofi, Samsung, Lego e Coca-Cola.
A ampliação do escopo da companhia também acompanha a chegada de Mendes à liderança. Com mais de 12 anos de experiência no mercado de entretenimento, o executivo liderou nos últimos quatro anos a operação de influencer marketing da Druid. Para 2027, a Warrior pretende avançar em automação e inteligência aplicada à operação de mídia e creators.
Um termômetro do mercado
A Warrior não é a única empresa de games que tem ampliado seu escopo. A própria Druid inaugurou no início deste mês uma área dedicada à tecnologia e inovação: a Druid Feature, que já nasceu com Samsung e Gol Linhas Aéreas em sua carteira de clientes.
“Ao longo dos anos, desenvolvemos um conhecimento muito profundo sobre comunidades, tecnologia, entretenimento e sobre como nos conectar com as gerações Z e Alpha. Acreditamos que esse conhecimento tem um enorme potencial de aplicação em outras frentes, muito além dos games”, comenta o CEO da Druid, Claudio Lima.
A Black Dragons, por sua vez, seguiu uma trajetória diferente. Fundada como organização de eSports, em agosto de 2025 a empresa, sócia do Grupo Dreamers, passou a oferecer serviços de consultoria e agência full service para marcas que desejam se conectar ao mercado gamer. O escopo da organização passou a abranger do planejamento à execução, reunindo gestão de squads de personalidades, produção de filmes e conteúdos comerciais, desenvolvimento completo de campanhas, planejamento de comunicação, consultoria estratégica no segmento, ativações e mídia OOH.
No caso da Black Dragons, a demanda externa dos clientes se somou a uma visão estratégica interna. “Inicialmente, identificamos no mercado a necessidade de diversificar nossas linhas de receita, acompanhando uma transformação que já acontece entre as maiores organizações de eSports do mundo, muitas das quais ampliaram seus modelos de negócio e passaram a atuar também como agências, veículos de comunicação e plataformas de entretenimento”, explica a CEO, Nicolle Merhy.
Embora iniciativas como essas possam parecer indícios de um declínio do mercado de games e eSports, os executivos do setor não fazem essa associação. “Não migramos para outros territórios porque os eSports estão caindo; os games estão crescendo bastante. Hoje, mais de 70% da nossa audiência e do nosso faturamento ainda está conectado aos games, e esse número tem crescido ano a ano”, afirma Mendes.
Na visão de Lima, pelo contrário, há muito espaço para crescer nesse mercado, especialmente à medida que mais marcas compreendem o papel dos games como plataforma de comunicação e conexão com suas comunidades. “Nosso objetivo não é substituir uma frente pela outra, mas criar novas oportunidades de crescimento sem perder a identidade e a força que construímos no mercado gamer”, diz.

