Nissin “clareia” pele de tenista e enfrenta críticas no Japão

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Nissin “clareia” pele de tenista e enfrenta críticas no Japão

Marca criou um anime que tem como um dos personagens Naomi Okasa, filha de pai haitiano


25 de janeiro de 2019 - 9h18

Crédito: reprodução/Youtube

Prato cheio para as marcas, Naomi Osaka se tornou em 2018 a primeira tenista japonesa a ganhar um torneio de Grand Slam de simples, ao derrotar a estrela americana Serena Willians na final do US Open. Sua popularidade no país oriental está tão em alta que a Nissin, fabricante de macarrão instantâneo, produziu um anime que tem a atleta como um dos protagonistas. Tudo perfeito até aí, se o público não percebesse uma escorregada da marca na representação da tenista.

Filha de pai haitiano e mãe japonesa, Naomi foi criada no desenho com a pele bem mais clara que na vida real, o que causou o desconforto do público e da atleta, gerando incontáveis críticas. Obrigada a se retratar, por meio de nota a companhia informou que não pretendia “branquear” a atleta. “Aceitamos que não somos suficientemente sensíveis e prestaremos mais atenção a questões de diversidade no futuro”.

O cartoon foi desenhado pelo artista Takeshi Konomi, famoso no Japão por ser o criador do mangá “Príncipe do tênis”. O embaraço se torna maior ainda porque Naomi é uma figura extremamente querida pelos “hafus”, como são conhecidos os japoneses mestiços, que enfrentam problemas de aceitação no país e veem na tenista um exemplo de luta, resistência e superação.

Questionada por um jornalista sobre o assunto, Naomi respondeu: “Eu sou mais bronzeada, e isso é óbvio”.

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