Mastercard suspende campanha com Neymar

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Mastercard suspende campanha com Neymar

Patrocinador da Copa da América admite parar as iniciativas que incluem o jogador até que o assunto seja resolvido

Renato Rogenski
6 de junho de 2019 - 8h32

Neymar em uma das campanhas que já protagonizou para a Mastercard (Reprodução)

Se uma marca patrocina um grande campeonato de seleções de futebol e, ao mesmo tempo, um dos melhores jogadores da competição, é natural que essa empresa utilize esses dois elementos para a sua campanha publicitária no período. Foi exatamente o que planejou a Mastercard. O que não estava no script, entretanto, é a polêmica acusação de estupro e agressão que pesa contra o atacante brasileiro neste momento.

Diante da situação, a companhia de pagamentos decidiu suspender temporariamente parte da campanha que veicularia para a Copa América. “Nós temos uma série de ativações de marketing planejadas para o decorrer do campeonato que são focadas em promover o uso do pagamento por aproximação. Nós tomamos a decisão de parar aquelas ativações que incluem o embaixador da marca até que o assunto seja resolvido”, afirmou a empresa, por meio de um comunicado encaminhado para a imprensa.

No início da semana, a Mastercard já havia se posicionado com preocupação sobre o assunto. “Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação”, afirmou o statement. Também patrocinador do atleta, a Nike também emitiu um posicionamento na ocasião. “Estamos profundamente preocupados com essas acusações e seguimos acompanhando de perto a situação”, diz a nota da marca.

Vale lembrar que este não é o primeiro episódio entre a marca e o jogador que de alguma maneira gera assunto na imprensa. Às vésperas da Copa do Mundo de 2018, o técnico Tite criticou abertamente o patrocinador pela criação de uma campanha que prometia doar 10 mil refeições para entidades carentes a cada gol de Neymar e Messi durante a competição. “Mastercard, eu vou falar uma coisa para vocês. É muito bonita essa doação em relação a entidades assistenciais. Ela é linda e muito grande. Assim como grande é também vocês darem [refeições] a todos os atletas da Argentina e do Brasil [que marcarem gols]. A gente trabalha enquanto equipe. E talvez todos esses valores e esses gols que eles possam fazer, que é um fruto de equipe, possam se transformar nessa doação. Fica aqui a minha sugestão“, disse o treinador.

Na visão de alguns dos principais especialistas de marketing esportivo do País, dependendo da proporção que o caso ganhe nos próximos dias, há risco de as marcas encerrarem não apenas as suas campanhas, como possivelmente os seus contratos com o atleta.  “Vale lembrar que as grandes marcas globais têm mecanismos de segurança e medidas de proteção em casos de patrocínio ou mesmo de parceria. Em contextos extremos, as empresas não estão hesitando em acionar essas cláusulas. Basta puxar os diversos casos mais recentes, como o do golfista Tiger Woods e tantos outros”, afirma Anderson Gurgel, professor de marketing esportivo do Mackenzie e autor do livro Futebol S/A

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