As ambições do Inovabra e o novo head de negócios e soluções
Chen Wei Chi comenta sua agenda no ecossistema de inovação do Bradesco e como seu background contribuirá com os novos objetivos

Chen Wei Chi: meta de consolidar o Inovabra como orquestrador de negócios de alto impacto (Crédito: divulgação)
No final de junho, o Inovabra anunciou a contratação de Chen Wei Chi como head de negócios e soluções. Qual será, no entanto, sua contribuição para o Bradesco na corrida de inovação entre as instituições do segmento financeiro e para as próprias metas do banco nessa frente?
Antes de ir à resposta, ele ressalta como diferencial do Inovabra a capacidade de “orquestrar a força de um ecossistema maduro à capacidade de escala que o mercado de inovação exige”.
Refere-se, principalmente, ao trabalho de conectar startups a grandes corporações e parceiros estratégicos, mirando resultados “concretos” de negócios para todo o mercado.
“A minha chegada se conecta diretamente com a meta de consolidar o Inovabra como orquestrador de negócios de alto impacto, apoiando empresas na execução da estratégia de inovação em negócios. Meu papel é ajudar a potencializar essa engrenagem, garantindo que o conhecimento gerado aqui dentro se converta em valor perceptível para os clientes, eficiência para as corporações parceiras e crescimento para as startups”, afirma.
Simplificar complexidades
Chi veio da EY, onde trabalhou por sete anos e meio. Antes, foram outros dezesseis anos e meio na Accenture, empresa na qual começou sua carreira.
Ao abordar o peso que esse passado em consultoria pode ter para os desafios atuais no Inovabra, ele destaca que sua carreira sempre esteve na intersecção entre tecnologia, serviços financeiros e transformação de negócios.
“O principal aprendizado que trago de mais de duas décadas nesse mercado é a capacidade de traduzir desafios complexos em estratégias claras de execução, construindo pontes entre diferentes visões para impulsionar resultados. É essa vivência que se aplica perfeitamente ao Inovabra”, argumenta.
O executivo define o papel estratégico de sua área como garantir que startups, grandes corporações, parceiros de tecnologia e áreas de negócios caminhem em sintonia, respeitando suas próprias dinâmicas e focando no objetivo comum de gerar novos negócios. “Essa habilidade de conectar os stakeholders do ecossistema, alinhar expectativas e acelerar a entrega de valor é o que trago como foco central para o Inovabra”, acrescenta.
Balanço de resultados
Também em junho, mês em que Chi entrava para o time, o Inovabra completou oito anos de atividades e fez um balanço de resultados até então.
Segundo a empresa, já foram integradas ao ambiente físico do Inovabra, em São Paulo, cerca de 600 startups e conectadas mais de 3,1 mil por meio de parceiros, somando mais de mil negócios realizados (contratos, parcerias comerciais, projetos entre startups e grandes empresas).
Entre os exemplos citados, estão o da Clara, fintech latino-americana de gestão de gastos corporativos, que se transformou em unicórnio após captar US$ 70 milhões e expandir sua atuação no Brasil; uma parceria com a TecBan (que reúne os maiores bancos brasileiros), visando ganhos operacionais e financeiros e para quem foi criado o InBot, assistente virtual que teria ajudado a economizar R$ 1,5 milhão por mês; e a contratação de três startups do ecossistema – Fast4Sign, Checklist Fácil e a citada InBot – pela Odebrecht Engenharia e Construção para implementação de soluções para digitalização de processos em obras, aumentando eficiência e reduzindo o uso de papel.
Já para o próprio Bradesco o Inovabra conectou cerca de 250 desafios estratégicos do banco a soluções inovadoras vindas dessa comunidade, realizando mais de 70 provas de conceito no ano passado. Já na frente de business intelligence, publica relatórios estratégicos, como o “Follow the Money”, trimestral, que mapeia o cenário de startups nacionais e internacionais para oferecer insights que ampliam o repertório tecnológico e o entendimento de oportunidades para todo o ecossistema e para o Bradesco.
Afirmando estar entrando num novo ciclo em que se privilegia a inovação aberta, o Inovabra além de ações conjuntas com os principais polos de tecnologia distribuídos pelo País tem atuado na exploração e antecipação de tecnologias emergentes, como inteligência artificial avançada e computação quântica.
O banco cita como exemplo nessa frente de ação a conclusão de uma etapa de pesquisas em segurança de sistemas de IA com a Universidade de São Paulo e afirma, sem entrar em detalhes, que o projeto gerou conhecimento aplicável ao Bradesco, assim como para o mercado em geral.