Brasil ganha novas marcas de canetas emagrecedoras
EMS ganha aprovação da Anvisa para versão genérica e Biolab se une à suíça Sandoz para colocar no mercado a Owozy, de semaglutida

(Crédito: Adobe Stock)
O mercado de canetas emagrecedoras segue em expansão no Brasil. Nessa semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o primeiro genérico da semaglutida pela farmacêutica EMS.
A semaglutida é uma substância utilizada no controle do diabetes tipo 2 e para a perda de peso. Até março deste ano, a Novo Nordisk era a única farmacêutica com propriedade exclusiva de utilização da semaglutida. Porém, como o prazo expirou, outros players puderem investir na produção.
A EMS já era um player atuante no segmento ao desenvolver – e ter a aprovação da Anvisa – para sua versão própria de semaglutida, que ganhou o nome de Ozivy. Pelo programa de fidelidade da farmacêutica, o medicamento tem preço de R$ 333,
Agora, com a nova aprovação, a empresa poderá produzir uma versão com os mesmos princípios ativos da semaglutida, porém, com valor de venda inferior, uma vez que os genéricos devem ter um custo 35% inferior ao original.
A EMS ainda não informou quando a versão genérica da semaglutida chegará às farmácias.
Biolab e Sandoz
Nessa quarta-feira, 19, outra farmacêutica nacional também anunciou que terá sua marca própria de caneta emagrecedora.
A Biolab Farmacêutica, grupo que conta com seis empresas atuantes em diferentes áreas de saúde e nutrição, firmou parceria com a suíça Sandoz para lançar no Brasil o Owozy, medicamento à base de semaglutida sintética.
A previsão é de que o novo medicamento já esteja disponível ao público no último trimestre deste ano.
Hypera Pharma
Além de EMS e Biolab, a Hypera Pharma também já teve a aprovação da Anvisa para comercializar a caneta Semavy. A previsão é que o remédio esteja disponível nas farmácias brasileiras em até dois meses, considerando a conclusão das etapas operacionais e comerciais necessárias.
A Hypera ainda não divulgou os valores da sua caneta, mas o aumento da oferta dos agonistas de GLP-1 e da produção nacional alimenta uma expectativa de queda nos preços que já era discutida antes mesmo do fim da patente da semaglutida, em março.
