EMS terá canetas de semaglutida a partir de R$ 452
Medicamento chega às farmácias a partir do dia 15 de junho; farmacêutica vai produzir 500 mil doses
Aprovada pela Anvisa na última semana, a Ozivy, caneta da EMS à base de semaglutida, já tem data para chegar às farmácias. O laboratório anunciou em um evento nesta terça-feira, 2, que as vendas começarão no dia 15 de junho.

O medicamento será produzido na fábrica de peptídeos da EMS, instalada dentro do complexo industrial da companhia em Hortolândia (SP) (Crédito: Divulgação)
Ozivy é a primeira caneta de semaglutida, princípio ativo popularizado com o Ozempic, da Novo Nordisk, a ser produzida no Brasil. O início da produção nacional acirra a competição no mercado de agonistas de GLP-1. Isso porque existe uma expectativa de que a queda das patentes e o início da produção local reduzam os preços do medicamento.
No plano apresentado pela EMS, os valores começam em R$ 452 para doses de 0,25 mg a 0,5 mg. A caneta com dose de 1 mg foi precificada em R$ 497 e o kit com duas canetas de 1 mg, por R$ 896 (no caso do Ozempic, as doses mais comuns variam de cerca de R$ 825 a R$ 1.100; o Wegovy, também da Novo Nordisk, de R$ 825 a R$ 1.800; e o Mounjaro, da Eli Lilly, aproximadamente de R$ 1.580 a R$ 4.100 por embalagem). No programa Vida + Leve, da EMS, um plano de tratamento com as doses para 90 dias vai custar R$ 863,23, uma média mensal de R$ 287 para o primeiro trimestre.
No primeiro ciclo de abastecimento, segundo a farmacêutica, serão disponibilizadas 500 mil canetas nas principais redes de farmácias do País, com expansão progressiva para o mercado nacional. O medicamento é indicado para o tratamento de diabetes tipo 2.
A patente da semaglutida, que era uma propriedade da Novo Nordisk, expirou em 20 de março. Além da EMS, outros pedidos de farmacêuticas brasileiras estão em análise pela Anvisa. Desde o segundo semestre do ano passado, a EMS já comercializa canetas de liraglutida, com Olire e Lirux.
“A EMS optou por iniciar com a liraglutida por ser uma molécula consolidada para obesidade e diabetes, com patentes expiradas. Isso permitiu o desenvolvimento local sem entraves legais. A empresa dominou a cadeia produtiva, valorizando a inovação incremental. Essa escolha cria base tecnológica, fabril e comercial para, no futuro, lançar a semaglutida e outras moléculas, com vantagem competitiva já estabelecida”, explicou Marcus Sanchez, vice-presidente da EMS, ao Meio & Mensagem à época.