Consumidor recorre à IA antes de decidir o que comprar
Estudo da VML revela avanço da tecnologia e destaca oportunidades para marcas no Brasil

Consumidores recorrem à inteligência artificial para pesquisar produtos, buscar recomendações e orientar decisões de compra (Crédito: Eakgrungenerd/Adobe Stock)
A forma como consumidores pesquisam e decidem o que comprar está mudando com a chegada da inteligência artificial, é o que afirma o 10º relatório Future Shopper.
O estudo, realizado anualmente pela VML, revela que 82% dos consumidores globais já utilizam a ferramenta e 58% verificam recomendações geradas por IA em outras fontes antes de comprar, integrando múltiplos pontos de contato à decisão. Além disso, 53% valorizam recomendações que consideram genuínas e não direcionadas por interesses comerciais.
O uso da ferramenta como canal de inspiração ainda se mostra relevante, mesmo com 44% dos consumidores avaliando que a qualidade dos resultados piorou no último ano, sinalizando uma demanda por experiências mais relevantes e personalizadas. O movimento também aparece nos gastos: 51% do consumo global ocorre online, ante 53% no ano passado.
No Brasil, esse movimento ganha ainda mais destaque. O País mantém 58% do consumo no ambiente digital, sete pontos percentuais acima da média global de 51%. O índice coloca o mercado brasileiro à frente de Estados Unidos (52%) e Reino Unido (55%), ficando atrás apenas da China, com 59%.
A inteligência artificial também já ocupa diferentes etapas da decisão de compra. O Brasil aparece na segunda posição global no uso da tecnologia para inspiração, com 4,94%, atrás apenas da China (5,05%), e na terceira em busca, com 4,08%.
O país ainda lidera a América Latina em todas as fases analisadas. Na hora de efetivar a compra, porém, o índice recua para 2,78%, uma diferença de 2,16 pontos percentuais que evidencia o espaço entre o interesse despertado pela IA e a conversão.
Quase metade dos brasileiros (48,7%) afirma que não compraria de empresas que não atendem às suas expectativas digitais, enquanto 48% preferem experiências físicas sem interação humana, maior índice da América Latina.
A disposição para novas formas de consumo aparece ainda no chamado comércio agêntico. Entre os brasileiros, 36% dariam ao próprio pet um orçamento semanal para realizar compras de forma autônoma, acima da média global de 33%. O dado sinaliza uma abertura para que agentes de inteligência artificial assumam tarefas de compra em nome dos consumidores.
