5 marcas que foram alvo de medidas da Anvisa em 2026
NotCo, Unilever, Mamba Water, Crystal e Ypê tiveram recolhimentos, suspensões ou produção interrompida pela agência

Relembre as marcas que a Anvisa precisou interferir em 2026 (Créditos: Adilson – stock.adobe.com)
Ao longo de 2026, decisões da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atingiram produtos de marcas de alimentos, bebidas e limpeza. O caso mais recente, deste mês, envolve a NotCo, que teve todos os lotes de quatro versões da linha NotShake Protein recolhidos e proibidos de ser comercializados.
As medidas, porém, não foram iguais em todos os episódios. Enquanto casos como os de NotCo, Mamba Water, Crystal e Ypê envolveram restrições à circulação de produtos, a ação contra a Unilever ficou restrita à fabricação de novos lotes em uma unidade da companhia, sem recolhimento dos itens que já estavam no mercado. A seguir, Meio & Mensagem relembra os cinco casos, do mais recente ao mais antigo, nos quais a agência interferiu na produção e nos produtos de marcas nacionais.
1. NotCo

Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de quatro versões do NotShake Protein, da NotCo (Créditos: Reprodução)
A Anvisa determinou o recolhimento de todos os lotes de quatro versões do NotShake Protein, da NotCo: Morango com Tâmara, Baunilha com Coco, Chocolate e Café Caramelo. Além de ordenar a retirada dos produtos, o órgão proibiu a fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso das bebidas.
Segundo a agência, os produtos não haviam sido notificados como suplementos alimentares após o fim do prazo de adequação às regras do setor. A Anvisa também apontou insuficiência dos estudos sobre a manutenção das características das bebidas durante a validade, inadequação da alegação “zero lactose” e questões relacionadas ao uso de suco concentrado de repolho. A NotCo afirmou que não havia sido previamente notificada da decisão e que buscava compreender as motivações técnicas e regulatórias, reiterando seu compromisso com segurança alimentar e cumprimento da legislação.
2. Unilever

Anvisa suspendeu produção na fábrica da Unilever no interior de São Paulo (Créditos: Reprodução/Fundo: zetrum-stock.adobe.com)
No início de setembro, a Anvisa suspendeu preventivamente a fabricação de produtos de limpeza na unidade da Unilever em Vinhedo, no interior de São Paulo. A medida atingiu linhas de sabão líquido para roupas e amaciantes. Entre as marcas produzidas nessas linhas estão OMO, Comfort, Brilhante e Surf.
A fiscalização identificou falhas nas Boas Práticas de Fabricação, como problemas nos controles durante o processo produtivo e antes da liberação dos produtos, no monitoramento da água e na investigação e correção de ocorrências. Diferentemente dos demais casos desta lista, não houve recolhimento nem suspensão da venda ou do uso dos lotes já fabricados, porque a avaliação da Anvisa não encontrou indícios de contaminação microbiológica ou outros problemas nesses produtos.
3. Mamba Water

Mamba Water também sofreu suspensões (Crédito: reprodução)
Dois lotes da Água Mineral sem Gás Mamba Water, marca do portfólio do Grupo Heineken, tiveram venda, distribuição e uso suspensos pela Anvisa em julho. A decisão atingiu as latas de 350 ml dos lotes 13 e 14, fabricados nos dias 3 e 4 de abril de 2026, respectivamente. O recolhimento havia sido comunicado voluntariamente pela HNK BR Indústria de Bebidas, responsável pelo produto.
A fabricante identificou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa durante análises de controle de qualidade e comunicou o resultado à agência. A Mamba Water anunciou um recall voluntário dos lotes afetados e orientou os consumidores a não ingerirem as unidades, disponibilizando também um canal para solicitação de reembolso.
4. Crystal

Fabricante Mineração Bom Jesus (MBJ) está recolhimento preventivo e voluntário de um lote específico da Água Mineral Natural Crystal 500 ml sem gás (Crédito: Reprodução)
Em junho, a medida atingiu um lote da Água Mineral Natural Crystal 500 ml sem gás, parte do Sistema Coca-Cola e fabricada pela Mineração Bom Jesus, em Luziânia (GO). A Anvisa suspendeu a venda, distribuição e consumo do lote P 200126, identificado na embalagem também pelo código LZ1 VAL 200127 3 P 200126.
A decisão veio depois que uma análise feita pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal identificou Pseudomonas aeruginosa em uma amostra, resultado posteriormente confirmado em contraprova. A fabricante afirmou que já realizava o recolhimento preventivo e voluntário daquele lote antes da decisão federal e ressaltou que sua distribuição havia sido restrita a localidades de Goiás, Distrito Federal, Tocantins e São Paulo.
5. Ypê

Anvisa autorizou a retomada da produção na fábrica da Ypê em Amparo (Crédito: Reprodução)
A Ypê foi alvo de uma das medidas de maior abrangência entre os casos. Em 7 de maio, a Anvisa determinou inicialmente o recolhimento e a suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de 24 produtos, entre lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes. A restrição abrangia os lotes dos itens listados pela agência com numeração final 1.
A decisão ocorreu após uma inspeção apontar falhas em etapas do processo produtivo e nos sistemas de garantia e controle de qualidade, com possibilidade de contaminação microbiológica. O caso teve desdobramentos nos meses seguintes: a fábrica de Amparo foi autorizada a retomar a produção no fim de maio e, em junho, a Anvisa liberou detergentes e desinfetantes após a apresentação de laudos satisfatórios. Para determinados lava-roupas produzidos até 31 de março, a Ypê informou que faria recolhimento voluntário como medida preventiva.

