Por que a Samsung lançou uma campanha feita totalmente por IA?
Empresa mostra os bastidores da peça criada pela Suno para lançar as telas de privacidade do Galaxy S26 Ultra

Campanha “Olhão” é a primeira da Samsung feita 100% com IA (Crédito: Reprodução)
A Samsung estreou, na quinta-feira, 28 de maio, a sua primeira campanha de 60 segundos feita totalmente com a IA. Criada em parceria com a agência Suno e intitulada “Olhão”, a comunicação visa destacar um novo recurso do Galaxy S26 Ultra: a tela de privacidade.
“Enxergamos a possibilidade de produzir um filme com inteligência artificial como mais uma possibilidade”, afirma Lucia Bittar, diretora de marketing da divisão mobile da Samsung, enfatizando que utilizar a IA nessa produção, que tinha muitas cenas abertas em área externa, contribuiu para uma redução de quase 70% nos custos.
No entanto, Lucia destaca que essa vantagem financeira depende da complexidade do filme, uma vez que produção em ambientes controlados, como estúdios, a redução de custos pode ser mínima.
Diferentemente do que se pode imaginar, a executiva argumenta que a tecnologia não diminui, necessariamente, o tempo de produção. “Algumas cenas foram fáceis de produzir, colocávamos o comando para a IA e ela entendia, e outras não. Tem-se um menor controle do tempo. Talvez isso vá evoluir ainda”, diz.
No entanto, para essa campanha em específico, Lucia revela que a criação foi relativamente rápida, porque contaram com um time de guerra, com várias equipes trabalhando ao mesmo tempo.
Processo de produção
O processo de produção da campanha “Olhão” foi mais interativo, com mais proximidade entre cliente e agência. “Foi um trabalho mais próximo, a várias mãos, do que, às vezes, quando a produtora e a agência trazem uma proposta já mais pronta”, destaca Lucia.
Apesar de ser feito totalmente com IA, equipe de produção do filme (veja abaixo) também contou com um diretor de cinema e um diretor de fotografia, pessoas com conhecimento prévio para fazer o prompt, além de um especialista em prompt propriamente dito.
Mesmo que essa seja a primeira campanha da Samsung feita totalmente com IA, a diretora reforça que a marca não deve usar a tecnologia em todas as suas produções publicitárias a partir de agora, principalmente quando o objetivo for mostrar funcionalidades de suas câmeras.
“Às vezes, num filme mais simples, num ambiente fechado, que pode ser feito no estúdio, pode ser até vantagem fazer a captação real”, comenta. “Cada projeto é um e vamos pensando formas de fazer”.
Lucia também ressalta que por mais que a tecnologia reduza custos e processos logísticos em cenas externas complexas, ela não substitui a criatividade humana ou a necessidade de equipes especializadas. “Por mais que tenha IA envolvida, o humano ainda é essencial”, opina.