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Perto dos 30 anos, revista Bravo! retoma edição impressa

Com periodicidade trimestral, publicação aposta em reportagens aprofundadas e novo projeto gráfico

i 21 de julho de 2026 - 10h19

Bravo!

Projeto gráfico da Bravo! conta com uma nova paleta de cores (Crédito: Divulgação)

Referência em jornalismo cultural e artes, a revista Bravo! completa 30 anos em 2027. E, para celebrar essa nova fase, a publicação retoma sua edição impressa, agora, com periodicidade trimestral.

A novidade vem acompanhada de um novo projeto editorial e gráfico, implementado em abril deste ano no site e redes sociais da revista.

Alice Granato, diretora de núcleo da Bravo! e de Veja São Paulo, revela que o retorno ao impresso ocorreu devido à observação de uma volta à apreciação desse formato por parte do público.

“Todo mundo adora o impresso. Justamente, por vivermos tanto o digital, o momento pede uma calma. O impresso traz essa tranquilidade de leitura, de apuração, de design gráfico e de fotografia. Uma das palavras principais do novo projeto é essa tranquilidade na informação e na leitura”, complementa.

Inclusive, o design da revista foi concebido justamente para tornar a leitura mais tranquila. A nova paleta de cores da Bravo! foi pensada para ser um “arco-íris da cultura, na qual cada editoria passa a ser identificada por uma cor específica, com o objetivo de facilitar a navegação e a localização dos temas ao longo da publicação.

Dessa forma, o digital seguirá com foco em conteúdos diários e mais rápidos e o impresso trará temas com maior profundidade, além de conteúdos exclusivos, que posteriormente serão disponibilizados no digital, de acordo com Alice.

Formato editorial

A primeira edição da revista física da Bravo! será distribuída com uma tiragem de 10.000 exemplares em meados de agosto deste ano, com foco em música por conta do Prêmio BTG Pactual da Música Brasileira. A edição trará todas as vertentes de arte através da música.

“Na gastronomia, entrará uma reportagem sobre os listen bars, bares que vamos para ouvir música. Teremos uma reportagem de moda sobre os figurinos dos grandes shows e turnês dos mestres brasileiros”, exemplifica a diretora.

O objetivo é que a publicação tenha quatro edições anuais, acompanhando as estações do ano. “Este é o nosso plano, gostaríamos de fazer as quatro edições anuais. Estamos conseguindo fazer a primeira, mas dependemos também de patrocínios”, conta Alice, ressaltando que o conteúdo em si não é patrocinado, somente a edição. “Estamos conversando com grandes investidores para que apoiem a marca para voltar ao mercado”, complementa.

Além das novas vertentes, como gastronomia ligada à arte e viagem como bagagem cultural, a revista estreia a coluna “Atemporal”, um espaço dedicado à memória da arte, obras e artistas que atravessam gerações.

“O viés será falar da arte na sua essência e do processo de criação dos artistas, não apenas do produto final, mas de tudo o que fizeram para chegar ali. É uma revista com grande importância sobre a memória da arte. Quando você faz grandes reportagens, com profundidade, você está criando uma memória da arte brasileira”, frisa Alice.

Novos horizontes

Além de manter sua essência na arte e no processo de criação dos artistas, a nova Bravo! quer trabalhar fortemente a descentralização, ou seja, sair do eixo Rio-São Paulo e até mesmo Salvador e Recife. “É ser uma revista aberta para viajar pelo Brasil e pelo mundo para que possamos trazer personagens de qualquer lugar. Não queremos ficar restritos”, pontua a diretora.

A renovação da Bravo! Também tem o objetivo de atrair um público de leitores mais jovens. Inclusive, a própria equipe da revista conta com editores e repórteres seniores misturada com uma geração mais nova, entre 23 e 25 anos. “Queremos que a revista seja feita para todas as gerações, inclusive fortemente para a nova geração. E ter na equipe repórteres jovens traz esse vigor e esse olhar”, salienta Alice.

Para as próximas edição, a diretora ressalta ainda que a Bravo! está trabalhando para oferecer diversas vantagens para os leitores da edição impressa, como pôsteres de artistas e um clube de gravuras. “Há uma série de recursos editoriais que o leitor receberá, além de acesso a trechos exclusivos de entrevistas. Isso ainda estamos desenvolvendo”.