Apple atualiza soluções de verificação de idade para aplicativos
App Store tem novas ferramentas voltadas para desenvolvedores em países como Brasil, Austrália e Singapura
Na última terça-feira, 24, a Apple anunciou atualizações para soluções de verificação de idade na App Store.
A novidade foi comunicada pela companhia por meio de postagem em blog oficial.

Apple agora bloqueia o download de aplicativos destinados a maiores de 18 anos para usuários sem confirmação de maioridade (Crédito: miss.cabul/Shutterstock)
As mudanças são destinadas a desenvolvedores da loja de aplicativos para que se alinhem às leis e diretrizes de diversas localidades, entre elas Brasil, Austrália e Singapura. Nos Estados Unidos, as atualizações atendem aos estados de Utah e Louisiana.
Para o Brasil, os desenvolvedores poderão utilizar a API de Faixa Etária Declarada para acessar a categoria de idade dos usuários. A informação será disponibilizada mediante a autorização de compartilhamento de um dos paus ou responsável do usuário.
A big tech também passou a bloquear o download de aplicativos destinados a maiores de 18 anos para usuários sem confirmação de maioridade. Além disso, caso o app contenha a declaração de mecanismos de recompensa, comum em jogos de aposta, no questionário de classificação etária da App Store, será automaticamente considerado um aplicativo 18+.
Ainda em 2025, a empresa já havia atualizado seu mecanismo de classificação etária com mais especificidades. Ainda, acrescentou novas perguntas a questionários voltados a desenvolvedores que desejam disponibilizar seus produtos na App Store.
A decisão da Apple acompanha uma série de movimentações voltadas para a proteção de crianças e adolescentes nas redes sociais em âmbito global.
Em dezembro do ano passado, a Austrália tornou-se o primeiro país a proibir o acesso de menores de 16 anos às plataformas digitais. Como resultado, foram suspensas mais de 4,7 milhões de contas de perfis identificados como pertencentes a adolescentes.
Outros, como França, Reino Unido, Dinamarca, Grécia, Espanha e Irlanda também consideram seguir os mesmos passos.
O movimento também vem posicionando as big techs no tribunal. Na última semana, Mark Zuckerberg, fundador e CEO da Meta compareceu, pela primeira vez, a julgamento sobre a negligência de sobre mecanismos das plataformas que incentivem os usuários a passar mais tempo nas redes sociais, levando a vícios e outros danos significativos.