Pais e filhos divergem sobre proibição de rede sociais, diz estudo
Resultados preliminares de levantamento da Family First mostram a percepção global de famílias sobre restrições de redes sociais a adolescentes
O debate aquecido do impacto das redes sociais sobre crianças e adolescentes começa a tomar rumos mais concretos em todo o mundo, e as restrições do acesso de plataformas digitais por menores de 16 anos vêm gerando opiniões divergentes entre as famílias.

Os resultados completos da pesquisa serão divulgados em junho (Crédito: shutterstock)
É o que mostram resultados preliminares de estudo intergeracional global do Family First, iniciativa da Fundação Varkey. Realizada pela agência de pesquisa We Are Family, o levantamento ouviu 6.002 pais e 6.011 filhos, entre nove e 18 anos, bem como 3 mil pessoas da geração Z e a mesma quantidade de avós.
As entrevistas foram feitas com indivíduos da Argentina, Austrália, Brasil, Canadá, China, França, Índia, Japão, Quênia, Malásia, Nigéria, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos em janeiro deste ano.
Os países com maior apoio às restrições foram Malásia (77%), Índia (75%) e França (74%). Por outro lado, o Japão teve a menor aceitação, com apenas 38% de apoio. Na sequência, aparecem Nigéria e EUA com 39% e 51%.

Redes sociais se adaptam ao ECA Digital
No ano passado, a Austrália foi o primeiro país a oficialmente proibir o acesso de menores de 16 anos às plataformas digitais.
Em março, a Indonésia começou aplicar medidas similares gradualmente a cerca de 70 milhões de crianças localmente. Os governos da Grécia e da França também estudam seguir o mesmo caminho a partir do ano que vem.
E é a Austrália que, justamente, apresenta a maior diferença geracional globalmente, de 34 pontos. Depois, estão a Suécia, com 33 pontos, e o Canadá, com 32 pontos de diferença.
Em âmbito global, só 37% das crianças estão de acordo com as legislações.
No recorte brasileiro, 61% dos pais brasileiros apoiam as medidas, mas apenas 31% dos adolescentes apoia a decisão dos governos. Apesar disso, mais de metade (51%) da geração Z globalmente entende a necessidade das medidas. Entre os jovens brasileiro do grupo, o número é ainda maior: 57% dizem concordar.
Os resultados completos da pesquisa serão publicados em junho pelo Family First.