Mídia

França quer proibir redes sociais a menores de 16 anos

Presidente Emmanuel Macron demonstra urgência e pretende que a proibição entre em vigor ainda este ano

i 26 de janeiro de 2026 - 11h45

A França é mais um dos países que considera banir o acesso a redes sociais a adolescentes.

Em vídeo divulgado no último final de semana pela emissora francesa BFM-TV, o presidente Emmanuel Macron exigiu que o governo francês acelere o processo legal para que a proibição para menores de 16 anos esteja em vigor até o início do ano letivo, em setembro.

Macron vem expressando, desde o ano passado, preocupação sobre como as redes sociais lucram sobre os usuários e os impactos da saúde mental e emocional das crianças nas plataformas digitais.

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França prevê seguir passos da Austrália ao proibir acesso a redes sociais por menores de 16 anos (Crédito: alexdndz/Shutterstock)

“Esta é uma mensagem muito clara: o cérebro de nossas crianças e adolescentes não está à venda. Suas emoções não estão à venda, nem por plataformas americanas, nem por algoritmos chineses”, disse Macron em declaração.

O presidente francês ainda se referiu à deputada Laure Miller, que apresentou, também no último ano, um projeto de lei com a proposta. Ela presidiu uma comissão de inquérito sobre os efeitos psicológicos do TikTok e de outras redes sociais.

O texto deve ser analisado em sessão pública na Assembleia Nacional da França nesta segunda-feira, 26, e, se aprovado, deverá passar pelo Senado já em fevereiro.

A referência para o procedimento é a Austrália que, em dezembro, consolidou-se como o primeiro país a oficialmente proibir o acesso de menores de 16 anos às plataformas digitais. Como resultado, foram suspensas mais de 4,7 milhões de contas de perfis identificados de adolescentes.

O governo do Reino Unido vem avaliando seguir os passos da Austrália. Outras nações europeias, como Dinamarca, Grécia, Espanha e Irlanda também estudam a proibição.