Mídia

Grécia proibirá redes sociais a adolescentes em 2027

Medida segue passos de países como Austrália e Indonésia e visa combater efeitos do acesso às plataformas por menores de 15 anos

i 8 de abril de 2026 - 16h00

A Grécia é mais um país a proibir redes sociais a menores de 15 anos, seguindo uma tendência crescente na Europa.

De acordo com primeiro-ministro do país, Kyriakos Mitsotakis, o intuito é combater o vício, problemas de sono e aumento de ansiedade associados ao uso de plataformas digitais.

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Grécia segue os passos de países como Austrália e Indonésia (Crédito: Andrii-Nekrasov/Shutterstock)

Ainda declarou que o objetivo da decisão é pressionar a União Europeia para que siga o mesmo caminho, uma vez que a legislação local está, em grande parte, atrelada às leis do bloco. Também vem incentivando que os pais também colaborem com a causa.

O parlamento local deverá aprovar a restrição ainda este ano, e a previsão é que a medida entre em vigor já em 1º de janeiro de 2027 para que plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e Snapchat suspendam o acesso e a criação de contas associadas a adolescentes. As gigantes da tecnologia estarão sujeitas à multas caso não cumpram com a lei.

O presidente da França, Emmanuel Macron, expressa preocupação e urgência para que a proibição de redes sociais à adolescentes aconteça ainda este ano. Desde 2025, vem dando declarações acerca do lucro das redes sociais sobre os usuários e os impactos mentais e emocionais das plataformas sobre crianças.

Reino Unido, Dinamarca, Espanha e Irlanda já expressaram a ambição de seguir os mesmos passos da Austrália, o primeiro país a proibir oficialmente o acesso de menores de 16 anos. A medida já foi responsável pela suspensão de mais de 4,7 milhões de contas de perfis identificados de adolescentes.

No final de março, a Indonésia deu início à suspensão gradual do acesso de menores de 16 anos às redes, incluindo também jogos como o Roblox. Foi pioneira na implantação da medida no sudeste asiático.

Gigantes da tecnologia são responsabilizadas

Paralelamente ao avanço da legislação, big techs foram condenadas nos Estados Unidos. O júri de Los Angeles declarou Google e Meta culpados em ação movida por jovem de 20 anos. Ela alegou que o vídeo em redes sociais desencadeou transtornos de ansiedade, dismorfia corporal e depressivos.

Já o júri do Novo México avaliou a responsabilidade da Meta em violar a lei de proteção ao consumidor ao permitir a exploração sexual infantil por meio de suas plataformas.