UNLK reestrutura Squid e reforça board
Reforçado, o board tem a missão de fazer a companhia atingir R$ 150 milhões em receitas ainda em 2026

Em pé: Eduardo Alvarenga, Mário Eduardo, Pedro Pizzolato e Felipe Oliva. Sentados: Thiago Lima e Luciana Alencar (Crédito: Divulgação)
Seis meses após adquirir a Squid, a UNLK, fundo de investimento voltada para as áreas de mídia e tecnologia, reestrutura a companhia de marketing de influência, que passa a atuar como plataforma tecnológica.
A mudança, iniciada em novembro de 2025, com o retorno ao nome Squid (por um período, a operação adotou o nome Wake Creators), ganha um novo capítulo neste segunda-feira, 25, com o lançamento do sistema operacional SquidOS, sustentado pelo reforço do board da empresa.
Há seis anos na Squid, Luciana Alencar é promovida a chief strategy officer, enquanto Thiago Lima e Mário Eduardo, são contratados, respectivamente, como chief revenue officer e chief technology officer. Com mais de 18 anos de experiência em marketing, Lima reúne passagens por Procter & Gamble, Meta, Pinterest e Winnin. Por sua vez, Eduardo também tem experiência na área: trabalhou em operações como Final Level Co, Spark, Snack e Agência Digi.
O time de lideranças se completa com o chief financial officer Pedro Pizzolato e o CEO Eduardo Alvarenga, que já respondiam por essas funções, além de serem sócios da UNLK.
A missão do grupo é dobrar o faturamento da Squid, atingindo R$ 150 milhões em receitas ainda em 2026.
SquidOS
O SquidOS processa mais de 44 milhões de conteúdos de social a cada 24 horas e conta com uma série de produtos que permitem, por exemplo, trabalhar community listening para extrair insights de comportamento dos consumidores, inteligência de negócios, tendências e share of voice. “Obviamente, com o surgimento da IA, conseguimos destravar um monte de coisas que tínhamos no roadmap”, diz Oliva.
Nesse sentido, Alvarenga reforça que a criação do sistema operacional da Squid se deu por meio de um repertório tecnológico mais amplo, somado à maturidade da companhia e do mercado de marketing de influência.
A Squid também estabeleceu parcerias com empresas de tecnologia como Google, Meta e TikTok, plugando suas soluções às APIs das principais plataformas. No entanto, Alvarenga enfatiza que o pilar central da companhia é o sistema proprietário. “Orquestramos terceiras partes, mas o core desta companhia para garantir compliance, qualidade e transparência em temas super complexos é propriedade intelectual nossa”.
Apesar de a tecnologia, impulsionada por IA, ser ponto central na nova fase da Squid, Mário Eduardo salienta que a influência continua sendo humana. “Trazemos a inteligência humana para efetivamente ser uma inteligência que olha, pensa e planeja, enquanto a inteligência artificial ajuda a viabilizar coisas que às vezes eram mais manuais”. Alvarenga, complementa dizendo que o pensamento vai ao encontro do posicionamento da Squid, “Real people make culture”.
Luciana afirma que novo sistema operacional da Squid foi pensado para impulsionar os clientes, mas também os influenciadores, parte importante da equação creator economy. “Nossa missão dentro desse mercado é impulsionar os influenciadores para que sejam cada vez mais profissionalizados e tenham melhores acessos, entendam suas métricas para melhorarem a performance dos seus conteúdos”, pontua.
