Wagner Moura figura na lista Time100 de 2026
Ator é uma das capas da publicação do veículo que seleciona, anualmente, as pessoas mais influentes do mundo
Wagner Moura foi considerado uma das pessoas mais influentes do mundo pela revista Time.
Ele figura na lista Time100 do veículo, seleção anual que reconhece como personalidades, líderes e celebridades moldam o mundo com suas histórias, seja na grande mídia ou em seus ramos de atuação.

“Para nós, era como: ‘Se ganharmos um Oscar, ótimo. Se não, estamos aqui'”, diz Wagner Moura em entrevista ao ator Jeremy Strong, para o Time (Crédito: Dia Dipasupil/FilmMagic via Getty Images)
Moura foi escolhido, ainda, como uma das quatro capas globais da Time100 de 2026, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs, e da atriz e comediante Nikki Glaser. A publicação conta com uma entrevista e um tributo assinados pelo ator Jeremy Strong, de títulos como “Succession“, “O Aprendiz”, “A Grande Aposta”, entre outros.
“Já consagrado como uma lenda no Brasil, ele está no cenário mundial há algum tempo. Mas, neste último ano, Moura rompeu todas as barreiras que o mundo já havia superado”, escreveu Strong, descrevendo o brasileiro como uma força política e humanitária — “uma dupla da qual precisamos desesperadamente de mais artistas”.
O ator norte-americano relembrou a premiação de Melhor Ator de Wagner Moura no Festival de Cannes no ano passado, pela atuação em “O Agente Secreto”. Ele também foi o primeiro brasileiro indicado à categoria no Oscar.
A postagem da Time sobre a nomeação destaca hábitos específicos de Moura como um antídoto analógico aos tempos atuais: o fato de ele não utilizar redes sociais, ouvir música por meio de discos de vinil e dirigir um Fusca de 1959. Confira:
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Sobre seu diploma em jornalismo, o protagonista de “O Agente Secreto” diz: “Não acho que eu tenha a objetividade necessária para ser jornalista. Eu sempre fui muito emotivo em relação às coisas que via”. Apesar disso, cita a contribuição para sua formação não apenas como ator, mas como pessoa e cidadão, especialmente diante do entendimento da relação entre arte e política. “E existe a ideia de criar empatia: quanto mais você sabe sobre as outras coisas, mais empatia você tem. É só isso. E é disso que se trata a atuação”.
A entrevista também abordou questões políticas, ao ser questionado como os Estados Unidos podem mudar de rumo frente ao atual governo. O brasileiro salientou como o país acolhe pessoas de todas as partes do mundo, construído sobre a imigração, e reconhece a polarização atual.
“Mas há uma diferença entre o governo que está no poder agora e a alma do país. Donald Trump representa muito do que os EUA são. Mas os EUA não são apenas isso, nem de longe. Este é o país de Martin Luther King, de Rosa Parks, de tantos outros lutadores pela liberdade que exportaram suas ideias para o resto do mundo”, declarou.
A Time100 de 2026 conta, ainda, com nomes como Donald Trump, Zohran Mamdani, Papa Leão XIV, Ben Stiller, Sundar Pichai, David Ellison, Josh D’Amaro, Ralph Lauren, Sterling K. Brown, Susan Dell e Michael Dell, entre outros. Veja a lista completa.
Brasileiros na lista
O Time100 é segmentada pelas categorias Artistas, Titãs, Inovadores, Ícones (a qual Wagner Moura integra), Líderes e Pioneiros.
Neste ano, mais um brasileiro foi reconhecido, dessa vez entre os mais inovadores do mundo. Luciano Moreira recebeu destaque pelo seu papel no desenvolvimento e implementação em larga escala do método Wolbachia para combater o mosquito da dengue no Brasil.
O projeto foi introduzido no País em 2012 e Moreira esteve à frente de sua expansão, bem como esteve na liderança das evidências que comprovam a efetividade da iniciativa.
O método consiste na liberação de Aedes aegypti — responsáveis pela transmissão dos vírus da dengue, Zika e Chikungunya — com a bactéria Wolbachia, que impede que os vírus se desenvolvam nos mosquitos, para a reprodução com Aedes aegypti locais.