Google bloqueou 374,8 milhões de anúncios no Brasil em 2025
As principais violações foram deturpação, abuso da rede de anúncios, conteúdo sexual, jogos de azar, e acompanhantes

Google Ads apresenta relatório de segurança de anúncios de 2025 (Crédito: Ascannio/Shutterstock)
Em 2025, o Google bloqueou ou removeu 374,8 milhões de anúncios indesejados direcionados ao Brasil, revelou a companhia em coletiva, realizada na tarde desta quarta-feira, 15.
Priscila Couto, líder de programas de Confiança e Segurança para o Google na América Latina, explicou que são considerados anúncios direcionados ao Brasil, porque o anunciante não necessariamente precisa ser do País.
“Um anunciante em Taiwan, nos Estados Unidos ou na França que queira que seu anúncio seja visualizado pela audiência brasileira estará sujeito às nossas regras e os números constarão no relatório”, complementou a executiva.
No mesmo período, a big tech também suspendeu 1,3 milhões de contas no País. As cinco principais violações no Brasil foram: deturpação, abuso da rede de anúncios, conteúdo sexual, jogos de azar, e encontros e acompanhantes, respectivamente.
Globalmente, em 2025, o Google removeu ou bloqueou mais de 8,3 bilhões de anúncios indesejados. Desses 8,3 bilhões, a big tech interrompeu mais de 99% antes mesmo de serem exibidos.
Além disso, a companhia suspendeu 24,9 milhões de contas, incluindo 602 milhões de anúncios por violação de políticas mais associadas a golpes, e 4 de milhões de contas associadas a golpes.
Em 2025, o Google também restringiu mais 4,8 bilhões de anúncios e tomou medidas em mais de 480 milhões de páginas de editores. Dessas páginas, os sistemas de aplicação de políticas baseados em IA da empresa contribuíram para a detecção e aplicação em mais de 467 milhões de páginas.
A equipe da big tech tem usado a IA avançada para identificar e deter anúncios fraudulentos há algum tempo, porém, desde o ano passado, o Gemini tem sido utilizado para aperfeiçoar esse trabalho. Dentro do volume total de páginas de editores que sobreram ações, 97% foram por detecção da IA.
“O Gemini ajudou a obter uma visão muito mais ampla de quem é o anunciante e como seus criativos se comportam”, revelou vice-presidente de Privacidade e Segurança de Anúncios do Google, Keerat Sharma.
Segundo o executivo, a companhia utiliza sinais que vão muito além do anúncio em si, incluindo informações sobre a página de destino, o domínio, a idade da conta e o comportamento observado nela, combinando-os em um processamento que avalia centenas de bilhões de sinais para interromper ameaças antes que elas atinjam as pessoas.
O Gemini também tem sido usado para detectar e bloquear em tempo real anúncios enganosos que foram feitos por agentes mal-intencionados usando IA generativa. Ao final de 2025, a maioria dos anúncios de pesquisa responsivos criados no Google Ads foram revistados automaticamente pelo Gemini e os conteúdos prejudiciais foram bloqueados no momento do envio. A companhia, inclusive, pretende levar essa ferramenta para mais formatos de anúncios neste ano.
Em 2025, a plataforma de IA generativa do Google também ajudou as equipes da companhia a agir em mais de quatro vezes mais denúncias de usuários do que no ano anterior.
“É importante que as pessoas denunciem anúncios que considerem violativos. Essas denúncias são sempre revisadas por nós”, comentou Priscila. “Se um usuário identifica um golpe e denuncia, avaliamos e, se confirmado, aquilo vira uma regra para todo o sistema, seja no Brasil ou em qualquer outro lugar”, complementou.
IA reduzindo falsos positivos
Embora a tecnologia detecte a maioria das violações de política, às vezes, anunciantes legítimos, com anúncios legítimos, podem ser suspensos, seja por erros do Google, seja por violarem alguma política sem querer.
Neste sentido, Priscila ressaltou que a IA também contribuído. “Graças à tecnologia e ao ensino correto para a IA, reduzimos em 80% as suspensões de anúncios por falsos positivos. Mesmo na moderação 100% humana, havia falsos positivos devido aos vieses inerentes ao ser humano. Com a tecnologia, fazemos um ajuste fino. Isso diminui o impacto para os bons anunciantes”.
Além disso, o Google conta com um programa de verificação de anunciantes oferece outra camada de prevenção.
“Para este ano, continuaremos a utilizar o Gemini para expandir o conjunto de capacidades defensivas, como a implementação de mais verificações de políticas em tempo real em mais formatos. Continuaremos investindo em verificação, pois é uma parte importante do nosso negócio para garantir que o anunciante seja legítimo”, ressaltou Sharma.
Este é o segundo ano em que o relatório traz dados específicos sobre o mercado brasileiro. Neste ano, o material também traz resultados de mais 11 países separadamente, além do Brasil: Austrália, Canadá, Índia, Indonésia, Japão, México, Nova Zelândia, África do Sul, Coreia do Sul, Turquia e Estados Unidos, e da União Europeia.
