Copa do Mundo

Os planos tecnológicos da Globo para a Copa do Mundo

Empresa de mídia desenvolveu um estúdio imersivo no MG4 que tem 300 metros quadrados de Led

i 11 de junho de 2026 - 6h02

Estúdio da Globo pode alternar cenário de acordo com o programa, horário, clima e até humor dos torcedores (Crédito: Globo/Fábio Rocha)

Estúdio da Globo pode alternar cenário de acordo com o programa, horário, clima e até humor dos torcedores (Crédito: Globo/Fábio Rocha)

A Globo apresentou para alguns jornalistas e influenciadores a sua principal iniciativa para a Copa do Mundo Fifa, um estúdio com 300 metros quadrados de painel de Led, desenvolvido junto com Sony, utilizando um painel de Crystal LED, que tem mais brilho e fidelidade de cores.

Com essa tecnologia, a produção alterna as perspectivas da arquibancada e do cenário, tornando as análises mais visuais e imersivas.

Assim como aconteceu em outras coberturas de eventos esportivos, essa iniciativa representa um espaço para ambientar o público com o clima do torneio. Para essa edição, entretanto, a competição acontecerá em três países-sede, a fim de comportar as 48 seleções que compõem o torneio.

Por isso, a Globo investiu no Robertão, um estádio em realidade aumentada que ambientará programas como Partiu Copa, Central da Copa e Fantástico.

Em entrevista ao Meio e Mensagem, durante uma visita ao novo estúdio, Fernando Alonso, diretor de pós-produção e design da Globo, definiu o estúdio como uma extensão da televisão. “É uma segunda tela dentro do estúdio”, diz.

Segundo o executivo, essa tecnologia colabora com o a mudança de comportamento do público que quer, cada vez mais, estar presente e fazer parte da transmissão. Por isso, o mosaico que forma o fundo dos programas pode mudar de acordo com o horário, clima e até mesmo com artes criadas pelos espectadores e enviadas por meio do login nas plataformas Globo.

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Como funciona a nova tecnologia da Globo

Por meio de um recurso chamado distorção de imagem a empresa de mídia consegue alternar as perspectivas da arquibancada, do campo e tornar as análises mais visuais e imersivas.

Para isso, a empresa trabalha com um recurso de deformação da imagem que está sendo criada, de acordo com o ponto de vista da câmera, fazendo uma integração nas camadas.

O estádio será uma estrutura ao vivo que mudará de acordo com o programa, clima, horário, entre outras características que podem ajudar a ambientar as análises.

Além disso, a Globo reproduziu as imagens de todos os jogadores da Copa no formato de balões e eles serão utilizados de acordo com a necessidade e destaques de cada jogo.

De acordo com Alonso, a tecnologia ajudará os talentos a contarem a história e trazer a emoção do futebol para a cobertura. “O protagonismo vem dos nossos talentos, o estúdio ajudará a complementar a maneira como interagimos com o conteúdo”, avalia.

Aposta em interatividade

Outro aspecto que será amplamente explorado pela Globo com o estúdio é a interatividade, que levará a torcida para dentro dos programas. Por meio dos portais Globo, os espectadores poderão enviar artes autorais, mensagens e reagir ao conteúdo em tempo real.

A empresa de mídia utilizará dados para entender o sentimento do público com relação ao conteúdo e isso será traduzido em emojis, que aumentam ou diminuem de acordo com as reações.
“A partir de agora, esse estúdio inaugura essa nova era que vem junto com a DTV+, que prioriza conteúdos imersivos e interativos. Esse conceito contribui para esse tipo de engajamento”, aponta Alonso.

As marcas também serão contempladas com recursos específicos para elas. Embora a empresa de mídia não tenha dado detalhes de ações que já devem acontecer durante a transmissão da Copa do Mundo, Fernando Alonso explica que as iniciativas foram pensadas juntamente com o departamento comercial de esporte da Globo, e explora recursos novos e outros já utilizados.