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Redes de TV suspendem cobertura de imprensa da Casa Branca

ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC boicotam cobertura conjunta do governo norte-americano

i 21 de setembro de 2026 - 16h30

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Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tem causado indisposições com a imprensa norte-americana (Crédito: Rawpixelcom/Shutterstock)

Cinco principais redes de televisão dos Estados Unidos – ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC – anunciaram nesta segunda-feira, 21, que suspenderão a cobertura conjunta do governo norte-americano.

A decisão ocorre após o presidente dos EUA, Donald Trump, banir o acesso de jornalistas da CNN, MS Now (ex-MSNBC) e Politico à Casa Branca.

Para complementar, funcionários do governo apreenderam os crachás dos jornalistas no sábado, 19.

Na ocasião, o presidente dos EUA acusou os três veículos de publicarem notícias falsas sobre o governo e ameaçou barrar jornalistas de outros veículos caso publiquem o que ele considerar “fake news”.

Com base na Primeira Emenda da Constituição americana, nesta segunda-feira, 21, os veículos banidos entraram com ação judicial para contestar a restrição e para que os crachás dos jornalistas sejam devolvidos.

Declaração conjunta

Em rara declaração conjunta, ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC disseram que “o público tem um interesse vital em receber informações precisas e independentes sobre seu governo” e que “nenhuma administração deve restringir uma organização de notícias por discordar de suas reportagens”.

Segundo e-mail, enviado por Bryan Boughton, chefe da sucursal da Fox News em Washington e atual presidente do pool de imprensa da Casa Branca, a medida de suspensão da cobertura jornalística significa que a equipe de transmissão televisiva compartilhada não cobrirá os eventos de Trump designados para cobertura conjunta.

Em virtude de um acordo de longa data, ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC se revezam na captura de imagens de atos e pronunciamentos na Casa Branca e no fornecimento dessas imagens para as cinco redes e TVs locais.

Além disso, ao longo do fim de semana, veículos também usaram seus editoriais para criticar a decisão de Trump, acusando o presidente dos EUA de cercear a liberdade de imprensa, prevista na Constituição dos Estados Unidos.