Mídia

TV 3.0 avança em Brasília e no celular em Curitiba

Padrão deve estrear em SP e no RJ na Copa do Mundo; fabricantes não revelam como está a produção para a DTV+

i 17 de abril de 2026 - 6h03

Nesta semana, a âncora do Jornal da Globo, Renata Lo Prete, afirmou que a TV 3.0 da Globo, ou DTV+, entrará em operação em junho deste ano em São Paulo (SP) e no Rio de Janeiro (RJ).

A declaração foi feita após reportagem do noticioso sobre o lançamento da estação de testes da DTV+ em Brasília (df), que é uma iniciativa do Ministério das Comunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

A estação da TV 3.0 de Brasília fica na torre de TV da capital federal e permitirá o início das transmissões experimentais nesse padrão.

A previsão de envio dos primeiros sinais é ainda para este ano.

No entanto, a data exata não foi divulgada.

“Vamos testar soluções, validar modelos e preparar o caminho para a implementação da TV 3.0 em todo o Brasil”, disse o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.

A estação de testes tem autorização da Anatel e será de uso pela EBC e Rede Legislativa, que inclui as TVs Câmara e Senado, para demonstrar, na prática, o funcionamento da tecnologia em ambiente similar ao de operação real.

TV 3.0 em celulares

Em março deste ano, o ministro das Comunicações participou, ainda, de testes do sistema 5G Broadcast, em Curitiba, no Paraná.

Esses testes consistiram em estação de transmissão implantada pela Rede CNT com acompanhamento técnico da Anatel e da Claro.

O 5G Broadcast distribui o sinal de TV aberta e vídeo de forma simultânea para milhares de aparelhos.

Mas, ao contrário das transmissões por ceular, pelas quais cada usuário consome dados individualmente, o 5G Broadcast usa transmissão única que não sobrecarrega a rede móvel.

De fato, o sistema pode trabalhar em conjunto com a TV 3.0.

Entre os benefícios previstos, estão a estabilidade do sinal em grandes eventos e a gratuidade do consumo de conteúdo para o usuário final.

O sistema também pode servir para a veiculação de alerta de emergência e serviços de utilidade pública.

Aparelhos com DTV+

Para receber as transmissões em DTV+, no entanto, o usuário terá que adquirir novo televisor que tenha o recurso embutido ou o conversor.

Assim, o conversor ou receptor de TV 3.0 (ou DTV+) é essencial.

De fato, o equipamento  funcionará como um set-top-box que conecta antenas UHF comuns a televisores via HDMI, o que permitirá interatividade avançada e publicidade segmentada.

Esse processo é bastante similar ao que já ocorreu no Brasil anteriormente para atualizar as TVs desatualizadas em smart TVs.

A reportagem consultou quatro fabricantes sobre o processo de fabricação de televisores com DTV+ embutida ou dos conversores.

Foram questionadas a Samsung, LG, TCL e Hisense.

Apenas a Samsung respondeu: “A Samsung informa que está monitorando o desenvolvimento da nova tecnologia e comunicará ao mercado, oportunamente, sobre os próximos passos da iniciativa.”

O que faz a TV 3.0?

Considerada a maior evolução da TV aberta desde o início do processo de digitalização, em 2007, em São Paulo, a DTV+ une radiodifusão e internet em um único espaço de entretenimento e serviços digitais.

Assim, os aplicativos substituem os canais e ampliam o acesso da população a informações, educação e políticas públicas.

A implantação, de fato, será gradual, deve durar até 15 anos para ser totalmente concluída, e começará pelas grandes capitais.

A expectativa, contudo, é que as primeiras transmissões no formato aconteçam até a Copa do Mundo deste ano, ou seja, em junho.

Entre as principais inovações estão:

– Conteúdo ao vivo e sob demanda, de forma integrada;

– Experiência interativa e personalizada;

– Acesso a serviços públicos digitais pela TV;

– Imagem em 4K e 8K, HDR e cores mais vivas;

– Som imersivo e recursos avançados de acessibilidade.