Como Galinha Pintadinha e Mundo Bita ampliam seus negócios?
Representantes das marcas infantis abordam o papel do licenciamento na expansão para além das telas
A Galinha Pintadinha e o Mundo Bita se consolidaram como dois dos principais fenômenos brasileiros de entretenimento infantil. Com trajetórias construídas a partir da produção de conteúdo audiovisual, as franquias transformaram a popularidade de seus personagens em oportunidades de negócios que incluem produtos licenciados e experiências presenciais.
Em entrevista ao Meio & Mensagem, Juliano Prado, fundador e diretor da Bromélia Productions, responsável pela Galinha Pintadinha, e Felipe Oliveira, sócio-fundador da Mr. Plot, produtora do Mundo Bita, abordam as estratégias de expansão das marcas e sua presença em diferentes momentos do cotidiano das famílias.
Da audiência digital aos produtos licenciados
Criada em 2006, a Galinha Pintadinha construiu sua trajetória a partir do YouTube, com animações musicais inspiradas no repertório infantil brasileiro. Ao longo de duas décadas, a personagem ampliou sua atuação para plataformas de streaming, apresentações ao vivo e diferentes categorias de produtos.
O licenciamento tornou-se uma das principais frentes comerciais da marca, com presença em segmentos como brinquedos, vestuário, higiene e alimentação. Em 2026, ano em que celebra seu 20º aniversário, a franquia também deu um novo passo no audiovisual com a estreia de seu primeiro longa-metragem nos cinemas, em outubro.
Já o Mundo Bita tem como um de seus diferenciais a construção de um universo musical autoral, que reúne personagens, canções e histórias voltadas ao público infantil. A franquia também expandiu sua presença para o mercado de produtos licenciados, com itens que vão de brinquedos e materiais escolares a produtos de higiene, calçados e artigos para casa.
O modelo de negócios da Mr. Plot ainda contempla shows e experiências presenciais, que ampliam os pontos de contato da marca com seu público e criam outras oportunidades comerciais para além da distribuição digital.

