Geração Z: como renda e identidade moldam o consumo?
Grupo adia grandes compras, mas mantém relação com o consumo marcada por experiências e pequenos prazeres
Correspondente a 32% da população mundial, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a Geração Z foi alvo de diversas projeções pelo mercado. Ao invés do retrato preocupado com sustentabilidade e causas sociais, o que se constatou foram jovens entrando no mercado com pouco poder aquisitivo e que busca pequenos prazeres em produtos de ticket médio baixo e experiências.
No Brasil, o grupo de pessoas nascidas em meados dos anos 90 (1996-1997) até 2010 soma 47 milhões de pessoas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, 48% são economicamente ativos. Devido a realidade econômica mundial e do País, para esse grupo, o sonho da casa própria, do carro ou de produtos de maior valor agregado é adiada.
Segundo uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, 62,6% da Geração Z ainda moram de aluguel. Cerca de 50% pretende comprar um imóvel, mas 41% não tem dinheiro para dar de entrada ou para financiar, diz dados da pesquisa “Retratos do morar”, realizada pela Ipsos-Ipec encomendada pelo Grupo QuintoAndar.
Diante das limitações econômicas e ansiedade em relação ao futuro, conforme aponta Marina Roale, head de pesquisa no Grupo Consumoteca, o consumo dessa geração se pauta em relações identitárias com as marcas, ocasiões de consumo promocionais ou mediadas por eventos festivos, acrescenta Gabriela Sartori, head de consultoria e pesquisa na Trope-se.
Com possibilidade de diálogo com o público-alvo em diversas frentes, para Queren Hapuque, co-fundadora e diretora de novos negócios da Hapu, as marcas devem apostar em um discurso autêntico e presente de forma consistente e constante nos canais de relacionamento, evitando abordagens puramente comerciais ou ocasionais.
