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Duas amigas brindam com copos laranja em festival noturno, fogos de artifício e público ao fundo.

Geração Z: como renda e identidade moldam o consumo?

Grupo adia grandes compras, mas mantém relação com o consumo marcada por experiências e pequenos prazeres

i 10 de setembro de 2026 - 19h21

Correspondente a 32% da população mundial, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a Geração Z foi alvo de diversas projeções pelo mercado. Ao invés do retrato preocupado com sustentabilidade e causas sociais, o que se constatou foram jovens entrando no mercado com pouco poder aquisitivo e que busca pequenos prazeres em produtos de ticket médio baixo e experiências.

No Brasil, o grupo de pessoas nascidas em meados dos anos 90 (1996-1997) até 2010 soma 47 milhões de pessoas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Desses, 48% são economicamente ativos. Devido a realidade econômica mundial e do País, para esse grupo, o sonho da casa própria, do carro ou de produtos de maior valor agregado é adiada.

Segundo uma pesquisa da Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, 62,6% da Geração Z ainda moram de aluguel. Cerca de 50% pretende comprar um imóvel, mas 41% não tem dinheiro para dar de entrada ou para financiar, diz dados da pesquisa “Retratos do morar”, realizada pela Ipsos-Ipec encomendada pelo Grupo QuintoAndar.

Diante das limitações econômicas e ansiedade em relação ao futuro, conforme aponta Marina Roale, head de pesquisa no Grupo Consumoteca, o consumo dessa geração se pauta em relações identitárias com as marcas, ocasiões de consumo promocionais ou mediadas por eventos festivos, acrescenta Gabriela Sartori, head de consultoria e pesquisa na Trope-se.

Com possibilidade de diálogo com o público-alvo em diversas frentes, para Queren Hapuque, co-fundadora e diretora de novos negócios da Hapu, as marcas devem apostar em um discurso autêntico e presente de forma consistente e constante nos canais de relacionamento, evitando abordagens puramente comerciais ou ocasionais.