Festival
Por trás das filas: Coca-Cola, Triendt e KitKat falam sobre estratégias para tornar a experiência em festivais mais fluida (Créditos: Reprodução)

Por que as filas viraram desafio para marcas nos festivais?

Executivos de Coca-Cola, Trident, KitKat e da agência BFerraz falam sobre estratégias para reduzir filas e melhorar a experiência em festivais

i 3 de setembro de 2026 - 19h25

A próxima edição do Rock in Rio, na Cidade do Rock, no Parque Olímpico do Rio de Janeiro, acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro.

O festival divulgou que terá 8 mil horas de experiências de marcas, mais de 100 ativações e cerca de 1 milhão de brindes distribuídos. Além das experiências de marca, a edição terá cerca de 400 produtos licenciados.

O desafio, não só na Cidade do Rock, como em outros festivais e eventos de cultura e entretenimento, como Lollapalooza, The Town, CCXP, Coala Festival, Bienal do Livro, João Rock e outros, é gerenciar o fluxo de pessoas e eliminar a fricção das filas, transformando o que antes era visto como métrica de sucesso de marca em uma experiência verdadeiramente fluida, previsível e confortável para o participante.

“Hoje, quando alguém vai a um festival, não se sente apenas como parte da audiência. Sente-se como convidada de um acontecimento. Então, acho que nos falta olhar um pouco mais para como entregamos conforto a uma experiência que nem sempre é confortável”, disse Enricco Bennetti, CEO e CCO da agência BFerraz.

Para Eduardo Rubinstein, diretor de entretenimento e cultura da Coca-Cola Brasil, as marcas precisam estar atentas ao pulso da cultura.

“O nosso desafio vai muito além de criar um espaço visualmente impactante ou garantir meramente exposição de marca. Precisamos entender o contexto e o que move as pessoas que estão ali, para que possamos participar de forma relevante e autêntica”, fala.

Já Ana Assis, diretora de marketing de balas e gomas da Mondelēz Brasil, e Nathaly Glashan, head de marketing de KitKat na Nestlé Brasil, destacam a importância do contato presencial para aproximar marcas e consumidores.

“Quando temos um evento físico, conseguimos trazer mais essa conexão da marca com o público, porque trabalhamos muito, durante o ano, a comunicação e o conteúdo no ambiente digital. Estar presente em um evento é o momento no qual conseguimos estar próximos ao consumidor, estreitando essa relação”, compartilha Nathaly.

“Qualquer marca, quando pensa em um festival, quer estabelecer uma relação quase física com o consumidor. No digital e nas telas em geral, você vê a marca e gera uma expectativa. As experiências in loco são o momento de, de fato, dizermos: ‘Estou aqui com você’. É a concretização dessa experiência, e fazemos isso porque sabemos que gera memória e uma relação emocional de vivência”, completa Ana.