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HQ ganha categoria no Prêmio Jabuti

Coordenador do Observatório de Economia Criativa da ESPM passa a compor o conselho curatorial

Roseani Rocha
3 de maio de 2017 - 16h01

Da esquerda para a direita, Luiz Armando Bagolin, novo curador do Jabuti, e Luiz Antonio Torelli, presidente da CBL

Principal prêmio literário do País, o Jabuti, realizado pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), abrirá inscrições para sua 59ª edição dia 18 de maio (prolongadas até 18 de junho). A edição deste ano virá com algumas novidades, incluindo duas novas categorias: História em Quadrinhos e Livro Brasileiro Publicado no Exterior.

Na manhã desta quarta-feira, 3 de maio, o novo curador da premiação, Luiz Armando Bagolin, falou sobre as mudanças. Segundo ele, histórias em quadrinhos constituem uma categoria literária e, como tal, não devem ser marginalizadas. Além disso, justifica a medida pelo fato de haver um crescimento das produções nessa seara, aumento do consumo e até a exportação de talentos quadrinistas brasileiros, inclusive para companhias que são ícones do segmento, como a Marvel Comics. Já a criação da categoria Livro Brasileiro Publicado no Exterior é vista como uma forma de promover a cultura e a literatura brasileiras, assim como um passo inicial para um processo de internacionalização do Jabuti.

Assim, o Jabuti passa a ter 29 categorias. “No fundo, o prêmio segue a mesma estratégia e lógica, de ter diversas categorias que representem toda a cadeia literária”, afirma Bagolin. No entanto, ele mesmo avisa que 2017 é um “freio de arrumação”, ou seja, um momento em que não se para o bonde, mas prepara mudanças que levem o Jabuti a olhar para outras estradas. Isso significará novidades que podem incluir repensar o número de categorias e abarcar o mundo digital.

Outra mudança que inicia um processo de “atualização mais radical” do Jabuti para as próximas edições é a constituição do conselho curatorial.  Dos quatro conselheiros, dois foram mantidos do ano anterior: Pedro Almeida (Publisher, jornalista e professor de literatura) e Luis Carlos de Menezes (professor do Instituto de Física da USP e Coordenador Acadêmico da Faculdade Sesi/SP de Educação). As novidades são Eduardo Jardim (filósofo, professor e autor premiado na edição passada do Jabuti, que este ano passa para o outro lado da mesa) e Jair Marcatti, professor da ESPM e Coordenador do Observatório de Economia Criativa. O curador do Jabuti ressaltou os diferentes papeis que cada um dos curadores têm; o de Marcatti é justamente trazer uma visão do livro como negócio.

Para promover a premiação, a CBL intensificará ações como o Jabuti entre Autores e Leitores, que leva os autores premiados a visitar escolas pelo país e o apoio a eventos literários nacionais, além de participar de feiras como as de Frankfurt, Bologna e Guadalajara. Também deve repetir, com ajustes de cronograma, o Prêmio Jabuti nas Livrarias, iniciado em 2016. Já a novidade deste ano, na comunicação, é que quadrinistas fizeram peças de divulgação do Jabuti que serão veiculadas nas redes sociais da CBL, o que deve atrair mais o público jovem à premiação e aos autores por ela reconhecidos.

O Jabuti aperta o passo rumo ao futuro e ainda este ano a equipe da CBL já começa a pensar na edição especial de 2018, que marcará os 60 anos do evento.

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