Binder reforça atuação nacional em ciclo de crescimento
Agência comemora 25 anos com a aquisição de três novos clientes nos últimos meses e expansão em escritórios
A carioca Binder completa 25 anos em um ciclo de amadurecimento estratégico que a consolida como grupo de comunicação nacional. Além da expansão geográfica, com a abertura de novos escritórios, a agência, que tem sólida experiência na comunicação pública, cresceu em portfólio de clientes e começou um processo de diversificação de receita.

Board da Binder é composto por Igor Binder e Glacio Binder, Lorena Oliveira, Marcos Apostolo e Lucas Daibert (Crédito: Divulgação)
De dezembro do ano passado para cá, a Binder incluiu na carteira de clientes Embratur, Secom Digital e Governo da Bahia. Eles se juntam a marcas como Caixa Econômica Federal, Texaco Lubrificantes, Chevrolet, Sesc, Senac, Braskem, Unimed, Geotab, Banco Central e Prefeitura do Rio de Janeiro.
Conforme Glaucio Binder, fundador e CEO da agência, as aquisições estão diretamente relacionadas à expansão operacional. A Binder nasceu na cidade do Rio Janeiro, onde, atualmente, mantém três escritórios – o terceiro e mais novo deles, em Ipanema, ainda não foi inaugurado. Os outros dois se localizam na Barra da Tijuca e no espaço Arca Hub.
As primeiras operações fora da capital fluminense foram abertas em São José dos Campos e Brasília, sede de alguns clientes e que tem sido um dos polos de crescimento da agência. A ampliação mais recente foi a abertura de um escritório em Salvador.
Além disso, ainda do ponto de vista estrutural, existem estudos para a implementação em São Paulo, onde já existem executivos que atendem a canadense Geotab, de geolocalização e gestão de frotas. “A sede no Rio é uma opção, pois, apesar de ser um mercado com menos opções hoje, somos muito fortes aqui e a cidade é uma inspiração”, diz.
Negócios da Binder
As contas públicas, atualmente, representam 60% do faturamento da Binder, sendo um dos motores centrais de investimento interno. A chegada de clientes digitais, como a Secom Digital, por exemplo, mexeu com a estrutura da agência, sendo necessária uma restruturação profunda, com mais investimentos em mão de obra e ferramentas de monitoramento.
“O desafio é que a rentabilidade no digital é menor e exige investimento constante. Precisamos de equipes quase sete dias por semana. Além disso, investimos em ferramentas caras de monitoramento e, agora, estamos desenvolvendo soluções de IA específicas para agência”, conta.
Outra frente de negócio foi a aquisição recente de participação na Cafeína, sediada também em Brasília. Sem planos de fusão, a expectativa é que, por ter um trabalho digital proporcionalmente relevante, ocorra uma troca de experiências quanto à gestão financeira e rentabilização de operações no segmento.
“Essa aquisição faz parte de um projeto audacioso de nos tornarmos um grupo de comunicação. O objetivo de médio prazo é justamente apresentar ao mercado um grupo completo e a Cafeína se encaixa perfeitamente nesse desenho”, projeta.