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Os bastidores do curta-metragem da Nike para a Copa

Com seis minutos, campanha reuniu nomes como Vini Jr., LeBron James, Cristiano Ronaldo e Kim Kardashian

i 5 de junho de 2026 - 12h48

Jogadores de futebol de seleções (Portugal, França, Brasil) em campo iluminado, bola em destaque, em plena corrida.

Processo de criação envolveu uma sala de roteiristas contínua e cenas pensadas para cada jogador (Crédito: Reprodução)

do AdAge

A Nike apresentou o filme que funcionará como fio-condutor de sua estratégia para a Copa do Mundo de 2026. Desenvolvido pela Wieden+Kennedy, o curta-metragem de seis minutos reuniu mais de 30 estrelas de diferentes universos, como o esporte, a música e o entretenimento.

Entre os nomes do elenco estão Kylian Mbappé, Vini Jr., Erling Haaland, LeBron James, Cristiano Ronaldo, Kim Kardashian, Kate Scott, Channing Tatum, Travis Scott, Young Miko e Jason Sudeikis, caracterizado como Ted Lasso, além de Eric Cantona, Ronaldinho, Zlatan Ibrahimović e Didier Drogba.

No filme, batizado de “Rip the Script” ou “Rasgue o roteiro” em tradução livre, os jogadores aparecem gravando um comercial tradicional em um estúdio controlado até que os atletas abandonam a gravação e passam a jogar da sua própria maneira. Confira:

A estratégia da Nike para a Copa de 2026

Ao AdAge, os executivos da Wieden+Kennedy explicaram que o filme funcionará como um portal para uma rede interconectada de conteúdo, ativações e parcerias que se desenvolverão ao longo do mês. Nesse sentido, cada aparição foi pensada para se conectar com esse ecossistema maior de conteúdo.

“Sabemos que os momentos mágicos no futebol acontecem quando os jogadores confiam em seus instintos. Esse é o tipo de futebol que amamos: fresco, instintivo, inesperado e criativo”, disse Helena Thornton, vice-presidente de gestão de marca da Nike, em entrevista ao AdAge.

A proposta é que essa ideia fizesse parte da produção do comercial com o que eles descreveram como um “caos controlado” no set. O escolhido para dirigir o filme foi Dan Streit, da Somesuch, conhecido pela sua atuação em videoclipes e formatos menos convencionais.

Segundo Caleb Jensen, ECD para Nike na W+K, as cenas foram pensadas para cada jogador e com o objetivo de quebrar a lógica convencional.

“Vini Jr. é conhecido como um dos jogadores mais ofensivos, então fazia sentido que ele estivesse em uma cena ao estilo John Wick. Erling Haaland é conhecido por ser um jogador que gosta de receber passes. Além disso, tivemos que quebrar nossos próprios hábitos de sempre ter um garoto marcando o gol no final. Não podíamos fazer isso neste filme”, descreveu Jensen.

Caos controlado e a busca por conexão

O processo de criação envolveu uma sala de roteiristas contínua para entrelaçar todos os universos e parcerias. Para Kathryn Addo, global managing director para a Nike na W+K, nenhuma marca vai sair bem-sucedida da Copa fazendo apenas um filme. “Sim, haverá um filme, mas ele precisa ser capaz de penetrar nessas subculturas. Precisa abrir todos esses portais. Precisa ir além de uma experiência de consumo e se transformar em uma experiência real no mundo real, ou em um produto real, ou em mais conteúdo que se desdobra”, explicou.

Os executivos ainda falaram sobre o desafio de reunir tantos nomes – e agendas – para uma mesma produção. A resposta estaria em buscar talentos que têm uma história com o futebol e com os outros nomes que participaram da produção.

“Você não quer uma participação especial só por participar. Mesmo alguém como Kim Kardashian, tentamos focar na relação dela com o futebol. Basicamente, é porque o filho dela, Saint, adora o esporte. Ele é obcecado pelo Mbappé, pelo Vini Jr. Ela o apresentou a esse mundo. Queremos marcar presença de uma forma que celebre isso. Travis [Scott] e Young Miko têm sido peças-chave no universo Toma [plataforma de celebração do futebol de rua] para a Nike. Young Miko até jogou pela seleção porto-riquenha quando era mais nova. Então, mesmo que não seja óbvio, todos têm essa conexão de forma muito intencional”, defendeu Blair Warren, ECD na W+K.