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Conheça as marcas mais amadas do Brasil em 2026

Estudo da Ecglobal, empresa do Grupo Stefanini, mapeou a relação entre marcas e consumidores em 36 categorias

i 28 de setembro de 2026 - 6h43

Marcas mais amadas do Brasil

Estudo da Ecglobal indicou as Marcas Mais Amadas do Brasil em 36 categorias (crédito: Diego Bianchi/gerada com IA via Gemini)

Uso e amor não caminham sempre na mesma direção. Essa é uma das conclusões da edição 2026 do Net Love Score — As Marcas Mais Amadas do Brasil, estudo anual da Ecglobal, empresa de pesquisa do Grupo Stefanini, publicado com exclusidade por Meio & Mensagem. O resultado completo e as análises estão disponíveis para assinantes no especial Agências & Anunciantes. Veja as líderes de todas as categorias analisadas abaixo.

Mais do que comparar períodos, a proposta do Net Love Score é produzir uma fotografia anual do cenário mercadológico das principais categorias de serviço e consumo. Em 2026, o estudo saltou de 33 para 36 categorias avaliadas. De acordo com a companhia, um segmento entra no estudo quando ganha relevância econômica, cultural ou comportamental e apresenta um universo competitivo consistente para a análise.

Nesse sentido, entre as novidades deste ano, está a entrada das ferramentas de inteligência artificial (IA), baseadas nos large language models (LLMs). “A IA deixou de ser uma discussão restrita ao ambiente tecnológico e passou a fazer parte da rotina das pessoas no trabalho, nos estudos, na busca por informações, na criação de conteúdo e, cada vez mais, nas decisões de consumo. Incorporá-la ao NLS significa reconhecer que essas ferramentas já começam a construir notoriedade, preferência, confiança e vínculos próprios de marca”, aponta Luca Bon, CEO da Ecglobal.

Esse processo envolveu desafios e particularidades. Por ser uma categoria ainda em formação, suas fronteiras são mais fluidas e o consumidor pode usar uma ferramenta sem necessariamente distinguir com clareza o nome da empresa ou do modelo de IA. Por isso, ao incluir a categoria, a Ecglobal buscou separar os diferentes níveis da relação entre notoriedade, uso e afeição.

“Ao contrário de mercados em que o consumidor faz uma escolha mais exclusiva, uma mesma pessoa pode recorrer a diferentes ferramentas de IA dependendo da tarefa, do ambiente de trabalho, do dispositivo ou do tipo de resposta desejada. Isso torna a disputa por lealdade e preferência particularmente interessante. Mais do que apresentar vencedores, esta primeira medição estabelece uma linha de base”, aponta Bon.

As demais entrantes são, na verdade, fruto de movimentações de categorias que fazem ou já fizeram parte do estudo. Nessa onda, “Pães, bolos e biscoitos doces” foi dividida em “Pães e Bolos” e “Biscoitos Doces”, que foram analisadas individualmente. A categoria e-commerce, avaliada em 2025, não voltou em 2026. Porém, “Hipermercados e Supermercados” e “Produtos para Pets”, que já fizeram parte de edições anteriores, retornaram ao estudo.

“Mais importante do que simplesmente acrescentar categorias é garantir que cada entrada produza uma leitura metodologicamente consistente e estrategicamente útil. O NLS deve acompanhar o mercado sem se tornar refém de tendências passageiras”, reflete o CEO da companhia.

A revisão anual não se limita à exclusão de categorias e inclusão de novas. A companhia também promoveu uma análise do conjunto de marcas avaliadas em cada categoria. Em automóveis, por exemplo, foram incluídas as principais montadoras chinesas. Em maquiagem, as marcas de k-beauty. Os atributos também foram alvo de mudança. Além dos gerais, cada categoria ganhou uma bateria de atributos funcionais e emocionais específicos do seu mercado para entender como o consumidor organiza cada categoria.

 

As Marcas Mais Amadas do Brasil 2026
Categoria Líder
Alimentos – Biscoitos Doces Nestlé
Alimentos – Bolos e Pães Bauducco
Alimentos – Carnes e Derivados Sadia
Alimentos – Laticínios Nestlé
Alimentos – Snacks e Biscoitos Salgados Ruffles
Aplicativos de Mobilidade Uber
Aplicativos de Serviços de Entrega iFood
Automóveis Chevrolet/GM
Bancos Nubank
Bebidas – Cervejas Heineken
Bebidas – Destilads Jack Daniel’s
Bebidas – Energéticos Red Bull
Bebidas – Refrigerantes Coca-Cola
Celulares/Smartphones Samsung
Chocolates Nestlé
Condimentos e Temperos Sazon
Cuidado e Beleza (Cabelo) Dove
Cuidado e Beleza (Maquiagem) L’Oréal
Cuidado e Beleza (Skincare – Pele e Rosto) O Boticario
Eletrodomésticos Samsung
Hipermercados/Supermercados Assaí Atacadista
Loja de Produtos para Pet Pedigree
Lojas de Roupas/Vestuário Shopee
Molhos Hellmann’s
Plataformas de IA ChatGPT
Produtos para Lavar/Cuidar da Roupa Ypê
Produtos para Limpeza do Lar Ypê
Rede de Restaurantes – Casuais Outback
Rede de Restaurantes – Fast Food McDonald’s
Redes Sociais WhatsApp
Sapatos/Sandálias/Chinelos Havaianas
Seguros Porto Seguro
Serviços de Streaming de Vídeo Netflix
Sorvetes Nestle
Tênis/Calçados Esportivos Nike
Utensílios Domésticos Tramontina

Análise de território e por categoria

Entre os ineditismos deste ano, o levantamento incorpora um diagnóstico de território que é construído por meio de dois cruzamentos. O primeiro relaciona notoriedade e conversão em uso e o segundo notoriedade e conexão afetiva. Na prática, dentro do conjunto competitivo de cada categoria, o estudo analisa a proporção de marcas conhecidas, utilizadas e amadas pelos consumidores.

“Esses cruzamentos permitem compreender se estamos diante de um mercado com muitas marcas consolidadas, de uma categoria pulverizada, de um segmento de nicho com consumidores muito fiéis ou de um ambiente no qual as marcas são conhecidas, mas encontram dificuldades para gerar diferenciação afetiva”, descreve Bon.

Essa leitura poderia ajudar as marcas a diagnosticar seus desafios que podem variar de visibilidade a converter conhecimento em experimentação. O CEO acrescenta: “Nem todo problema de marca se resolve com mais comunicação ou mais alcance. Em algumas situações, o caminho está na experiência; em outras, na diferenciação, na inovação, na construção de confiança ou na apropriação de um território emocional relevante”.

Essa análise de território trouxe alguns achados. O primeiro seria que notoriedade, uso e amor não caminham necessariamente na mesma direção. Ou seja, uma categoria pode apresentar marcas amplamente conhecidas e utilizadas sem produzir, na mesma intensidade, conexão afetiva; e o contrário: Mercados com menor notoriedade, mas com bases de consumidores fiéis e emocionalmente conectadas.

O executivo usa as redes sociais como exemplo: “Elas aparecem como uma categoria de alta notoriedade e elevada conversão em uso, mas ocupam uma posição proporcionalmente mais baixa na dimensão afetiva. Isso mostra que presença cotidiana e indispensabilidade funcional não são sinônimos de diferenciação ou amor à marca”.

Já categorias como automóveis, celulares e calçados esportivos se destacam por ter alta notoriedade e grande conexão afetiva, por serem escolhas com alto grau de identidade embora sejam compras menos frequentes. O estudo também identifica categorias de menor notoriedade e alta conexão entre os consumidores, como aplicativos de entrega, bebidas energéticas, maquiagem, sorvetes e restaurantes casuais.

Em contrapartida, segundo a análise, muitas categorias contam com “marcas fantasmas” que estão disponíveis no mercado, mas que não conseguem ser lembradas. “Nesses ambientes, a liderança tende a produzir uma vantagem competitiva muito grande, porque o consumidor não organiza mentalmente um repertório amplo de alternativas”, aponta Bon.

Metodologicamente, os resultados podem ser interpretados como direções estratégicas. Os dados indicam quais atributos mais se relacionam com a conexão afetiva e o quanto os territórios estão ou não ocupados pelas marcas. Confira, nas páginas a seguir, as marcas líderes em cada uma das 36 categorias analisadas pelo estudo.

“Essa é a evolução que buscamos para o NLS: Continuar reconhecendo as marcas mais amadas do Brasil, mas avançar na explicação de como esse amor é construído e por onde uma categoria ou marca pode crescer. Mais do que dizer quem está à frente, queremos revelar a dinâmica da disputa e os caminhos disponíveis”, resume o CEO da Ecglobal.

Metodologia

Para compreender os fatores que determinam a conexão emocional entre consumidores e marcas, a Ecglobal, vertical de pesquisa e inteligência do consumidor da Stefanini Marketing, desenvolveu, em 2019, o Net Love Score (NLS). O indicador varia de -100 a +200 pontos e considera quatro dimensões: a intensidade do amor declarado pela marca; a preferência, observada entre consumidores que amam mais de uma marca na mesma categoria; a fidelidade, relacionada à escolha de uma única marca; e a amplitude, que representa o alcance da marca entre os usuários da categoria em que ela atua.

Em 2026, a metodologia de cálculo do ranking foi mantida. Como evolução do estudo, foi acrescentada uma bateria de atributos específicos por categoria, permitindo diagnósticos mais precisos sobre os fatores que sustentam a performance, a diferenciação e o vínculo emocional de cada marca.

O estudo, realizado integralmente online durante o mês de julho, ouviu três mil homens e mulheres de diferentes regiões do Brasil. A amostra foi estruturada de acordo com o perfil de consumidores de cada categoria, a partir do painel proprietário da Ecglobal, que conta atualmente com mais de dois milhões de respondentes ativos. Por meio de um questionário quantitativo estruturado, os participantes avaliaram as marcas com as quais possuem experiência de uso ou consumo em 36 categorias de produtos e serviços presentes em seu cotidiano.