No Brasil, público de games corresponde a 74,5% da população

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No Brasil, público de games corresponde a 74,5% da população

Segundo levantamento da Pesquisa Game Brasil (PGB), o resultado representa uma alta de 2,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior


18 de abril de 2022 - 11h12

Os games estão cada vez mais na agenda das marcas, uma vez que vem atingindo públicos significativos no País. A Pesquisa Game Brasil (PGB) indica que o público de jogos eletrônicos é de 74,5% no Brasil. A nona edição do levantamento revela que essa é uma marca histórica, graças a um aumento de 2,1 pontos percentuais quando comparado ao número de 2021.

 

(Crédito: Arturo Rey/ Unsplash)

Em 2020, o total registrado foi de 57,1% e 68% no ano seguinte. Além disso, o levantamento mais recente estima que cerca de 3 em cada 4 brasileiros jogam jogos eletrônicos. Realizada pelo o Sioux Group e Go Gamers em parceria com Blend New Research e ESPM, a pesquisa contou com a participação de 13.051 pessoas em 26 estados e no Distrito Federal entre os dias 11 de fevereiro e 7 de março.

Do montante, a classe média é a que se destaca entre os jogadores, sendo 62,7% do total. Depois, a classe A é a que mais se destaca, com 13,5%. A sequência é composta pela classe média alta (12,3%) e classes D e E (11,6%). O estudo aponta que o resultado condiz com a renda familiar média dos jogadores no Brasil, que fica entre R$ 2.090,01 à R$ 4.180 para 29,1% da amostragem. De R$ 4.180,01 à R$ 10.450, a renda fica por conta de 26,7% do grupo.

Ainda sobre a situação financeira – novidade na edição de 2022 –, 78,6% têm cartão de crédito. 36,3% investe em poupança e 21,5% em renda fixa. Também, 17% dos brasileiros apostam em criptomoedas, sendo o Bitcoin a mais forte (79,2%) . O total de pessoas do grupo que não tem nenhum tipo de investimento é de 28,2%.

Termos como NFTs e metaverso, as buzzwords do momento, 49,2% e 63,8% dos jogadores têm alguma ciência sobre os termos, respectivamente. Os eSports passam a ser mais conhecidos também por 81,2% dos jogadores, o que representa 32,8 pontos a mais que a edição passada do levantamento.

A maior parte dos gamers, 49,4% no total, se identificam como pardos ou pretos, enquanto 46,6% se declaram brancas. No que diz respeito à idade, 25,5% estão no intervalo de 20 a 24 anos. Já quando o assunto são jogos como hábito mais frequente, 17,7% fica por conta dos adolescentes, de 16 a 19 anos.

Efeitos da pandemia
De acordo com a PGB 2022, a crise sanitária fez com que tivesse um fortalecimento da relação dos brasileiros com os jogos eletrônicos, sobretudo impulsionado pelo isolamento social. 72,2% dos respondentes disseram ter jogado mais durante esse tempo, enquanto 57,9% afirmaram ter marcado mais sessões de partidas online com amigos quando ficavam em casa.

Ainda, quase metade dos entrevistados (48,3%) tem o smartphone como plataforma favorita para jogar – um crescimento de 6,7 pontos quando comparado com 2021. Já computadores, entre desktops e notebooks, aparecem com 23,3%, seguidos por consoles domésticos, com 20%.

40,2% do público apontou valores elevados como principal razão pela qual optaram por não pagar por jogos. Além disso, 24,6% não gastaram nada em equipamentos para games, enquanto 22,6% investiu, pelo menos, até R$ 499,99 em produtos voltados para os segmento. Entre R$ 500 e R$ 1.250, o percentual vai para 19,9. 

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