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Globo estrutura 4 pilares para atuação multiplataforma

Estratégias orientarão a criação e lançamento de projetos a partir de potencial de escalabilidade entre diferentes públicos e para diversas janelas de conteúdo

i 21 de maio de 2026 - 11h58

Globo digital

Paulo Marinho, CEO da Globo e vice-presidente das empresas de mídia da holding (Crédito: Arthur Nobre)

Atualizada às 14h14

A Globo começa a avançar no movimento para se estruturar como uma produtora de conteúdo com atuação multiplataforma, sobretudo no ambiente digital.

Em reportagem publicada no Valor Econômico nesta quinta-feira, 21, Paulo Marinho, CEO da Globo e também vice-presidente das empresas de mídia da holding Glovo, revelou que a companhia, que engloba todas as operações de conteúdo (como TV Globo, canais pagos e streaming) agora, passa a posicionar suas estratégias em quatro frentes de atuação.

São elas: multiformato, multidistribuição, multigeracional e multissoluções.

Ao Valor Econômico, Paulo Marinho explicou que a Globo está em uma fase mais focada em execução, disseminação e acompanhamento para transformar esses direcionadores em iniciativas concretas, “com escala, eficiência e impacto direto no negócio e na experiência do público”.

Direcionamento e avaliação de negócios

Na prática, a nova estrutura da Globo organiza, prioriza e acelera iniciativas e conteúdos, dando clareza às prioridades estratégicas e orientando os investimentos considerados essenciais para o futuro do negócio.

Ao Valor Econômico, Paulo Marinho disse que, atualmente, existem mais possibilidades de consumo de mídia em todas as gerações, mas o hábito multitela é muito forte entre o público jovem, que convive com a internet e o celular desde que nasceu.

Novelinhas devem ganhar mais espaço

Como exemplo nesse novo direcionamento de atuação da Globo, a reportagem do Valor Econômico aponta a orientação da companhia para a produção de vídeos curtos e conteúdos verticais.

Os microdramas, as chamadas novelinhas verticais, criadas para serem assistidas pelos smartphones, devem ganhar ainda mais espaço, na tentativa de se adaptar ao estilo de consumo do público mais jovem. A meta, segundo a reportagem do Valor, é lançar uma novelinha inédita por semana, superando a marca de 50 títulos até o fim de 2026.

De acordo com Marinho, os microdramas já alcançam 25% do público assinante do Globoplay.

Outra iniciativa citada foi o Globopop, aplicativo proprietário que reúne os vídeos verticais de todos os pilares da Globo, como jornalismo, entretenimento e esportes.

Soluções ao mercado publicitário

Além do conteúdo, as novas orientações da Globo também contemplam diretamente o mercado publicitário, consolidando uma prática que já vinha sendo realizada pelo departamento de negócios da casa.

Mais do que os produtos de “prateleira”, como são chamados os espaços tradicionais nos intervalos comerciais e possibilidades de ações de merchandising em atrações dos canais, a ideia é personalizar e customizar inserções comerciais de acordo com a necessidade de cada anunciante.