Big techs se unem em apelo por cibersegurança diante da IA
Empresas como OpenAI, Microsoft, Google, Anthropic e IBM pedem medidas conjuntas das empresas e governos para ampliar os investimentos em segurança e reduzir riscos de ataques

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Empresas como OpenAI, Adobe, Accenture, Anthropic, Google, Dell, Microsoft, IBM, KPMG e outras empresas de tecnologia, totalizando mais de 100 organizações, publicaram nesta quinta-feira, 27, uma carta aberta solicitando uma mobilização coletiva contra os ataques cibernéticos na era da inteligência artificial.
A proposta da mensagem é suscitar um debate sobre a importância dos avanços nos investimentos em estruturas, equipes e sistemas de defesa, a fim de proteger as organizações diante de ataques que evoluem em sintonia com o amadurecimento do uso de inteligência artificial.
“Nos próximos meses, ataques cibernéticos impulsionados por IA se tornarão muito mais disseminados e sofisticados à medida que modelos ao redor do mundo se tornam cada vez mais capacitados. As empresas e os serviços públicos dos quais nossas comunidades dependem — de hospitais a estações de tratamento de água e à infraestrutura que alimenta a internet — estão em risco”, inicia a carta.
Na sequência, as empresas propõem uma lista de ações que chamam de “resposta coletiva” em prol da cibersegurança global.
Entre elas, está o reconhecimento de que as estruturas de segurança criadas até então não são mais suficientes diante da inteligência artificial e que, por isso, é preciso mais recursos, tanto em termos de ferramentas quanto de investimentos.
As empresas também propõem a capacitação de profissionais para atuarem como defensores cibernéticos especializados em IA e reforçam que esse trabalho deve acontecer em parceria entre as empresas e que o estabelecimento de novos padrões de segurança não devem ser uma atitude isolada.
A carta ainda sugere que toda organização “faça da defesa cibernética uma prioridade imediata de liderança” e que as empresas de cibersegurança “ajudem a liderar a resposta para defender contra ataques contínuos impulsionados por IA”.
Aos governos, as empresas pedem que a defesa cibernética seja coordenada em níveis locais, nacional e internacional, que sejam “fortalecidos os canais governamentais e industriais existentes para compartilhar inteligência acionável sobre ameaças, priorizar os riscos mais graves e coordenar a resposta e recuperação de incidentes ao redor do mundo”.
Por fim, as empresas pedem: “convocamos líderes da indústria e do governo a aplicarem todo o peso de sua tecnologia, recursos e especialização neste esforço. Coloquem a IA cibernética nas mãos dos defensores, começando pelas equipes que protegem serviços essenciais”.
