Mídia

Meta processa criadores de deepfakes de celebridades

Ações miram anúncios fraudulentos que usam IA para simular recomendações de celebridades brasileiras

i 26 de fevereiro de 2026 - 19h46

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Meta intensifica o combate ao uso de deepfakes em campanhas publicitárias enganosas no Brasil (Crédito: Reprodução/Youtube)

A Meta iniciou uma ofensiva jurídica no Brasil contra anunciantes que utilizam inteligência artificial para criar conteúdos enganosos, conhecidos como deepfakes. O objetivo das ações é interromper operações de publicidade fraudulenta que manipulam a imagem e a voz de figuras públicas para promover produtos de saúde sem registro regulatório.

Entre os alvos das ações judiciais estão dois grupos distintos. O primeiro é acusado de simular o apoio de celebridades como a influenciadora Maira Cardi e o médico Drauzio Varella para comercializar itens irregulares, conforme apurado pelo UOL. O segundo grupo, além de veicular os anúncios, comercializava cursos que ensinavam técnicas de manipulação digital para a criação de “vendedores virtuais”.

O portal também aponta que nomes como Luiz Bacci e a cantora Maiara também tiveram suas identidades digitais usurpadas nos golpes. Um dos citados no processo, responsável por uma plataforma de ensino de marketing digital, alega que as técnicas ensinadas visavam apenas a criação de personagens de vendas (seller personas), negando a prática de atos ilícitos.

Com a medida, a Meta reforça o cerco contra o uso abusivo de tecnologias generativas que comprometem a integridade da plataforma e a segurança do consumidor, buscando responsabilizar judicialmente quem utiliza a IA para contornar políticas de publicidade e normas sanitárias.