Mulheres são a maioria do público do futebol feminino
Levantamento da IDW Company analisa a transformação do esporte no País e o comportamento dos torcedores rumo ao Mundial de 2027
A IDW Company lançou o estudo “Boladonas 2026 – O futebol feminino no Brasil”, levantamento que analisa as transformações de consumo, audiência e mercado na modalidade diante da proximidade da Copa do Mundo Feminina de 2027.
O torneio será realizado pela primeira vez na América do Sul, com partidas em oito cidades brasileiras entre junho e julho de 2027, consolidando um ciclo de expansão do esporte no País.

Levantamento analisa a transformação do esporte no país e o comportamento dos torcedores rumo a 2027 (Crédito: Reprodução/Intagram/selecaofemininadefutebol)
Em 2027, o futebol feminino completará 48 anos de legalização e 44 de regulamentação no País, período em que a modalidade buscou reduzir o abismo estrutural gerado pela estagnação histórica em relação aos mercados europeu e norte-americano. Regras recentes, como a obrigatoriedade imposta pela CBF e Conmebol desde 2019 para que clubes da Série A mantenham equipes femininas, ajudaram a estruturar a categoria, de acordo com análise da pesquisa.
Segundo dados reunidos na publicação, 73% dos brasileiros declaram ter uma percepção positiva da seleção brasileira feminina e um em cada cinco afirma acompanhar jogos a cada 15 dias.
O avanço reflete-se na transmissão televisiva, que alcançou cerca de 50 milhões de pessoas na TV aberta em 2025, enquanto projeções internacionais apontam uma base global de 800 milhões de fãs até 2030, colocando o futebol feminino entre as modalidades de maior crescimento do mundo.
Perfil do público
O levantamento destaca o protagonismo das mulheres na formação dessa audiência, estimando que elas representem 60% da base de torcedores nos próximos anos. Esse perfil se confirma na presença nos estádios: no amistoso recente entre Brasil e Estados Unidos na Neo Química Arena, 75% dos ingressos foram adquiridos por mulheres. Ao todo, os dois amistosos realizados em São Paulo e no Ceará reuniram mais de 86 mil torcedores.
A pesquisa aponta que o ecossistema do futebol feminino tem se consolidado como um espaço de inclusão, pertencimento e diversidade. Dados da Copa do Mundo de 2023 exemplificam essa dinâmica de acolhimento e representatividade ao registrar ao menos 95 atletas abertamente LGBTQIA+, reforçando a conexão emocional e social da modalidade com um público que busca ambientes esportivos mais integradores.
Para o setor corporativo e esportivo, o relatório argumenta que o futebol de mulheres ultrapassou o patamar de mero entretenimento para se tornar uma plataforma de comunicação focada em propósito. A modalidade oferece a marcas e organizações a oportunidade de vincular sua imagem a compromissos de equidade de gênero e impacto social em um momento de expansão de audiência que precede o mundial de 2027.
Metodologia:
O estudo foi elaborado pela área de pesquisa e inteligência da IDW Company a partir do cruzamento de dados primários e levantamentos secundários de institutos de pesquisa e entidades do setor, como Nielsen Sports e PepsiCo, Nexus e CBF.
