Novas gerações desafiam marcas a repensarem estratégias
Estudo da Kidscorp destaca pertencimento, tecnologia e proteção de dados como pilares da relação com jovens

Games, YouTube, comunidades e privacidade ganham espaço nas estratégias voltadas ao público infanto-juvenil (Crédito: Divulgação)
Pesquisa desenvolvida pela Kidscorp em parceria com a GoAd Media mostra que a Geração Z e a Geração Alpha já não são apenas consumidores de mídia: eles constroem um ecossistema de entretenimento formado por games, Youtube e comunidades.
O Estudo “Da Gen Z à Gen AI” mostra que no Brasil, 1 em cada 3 pessoas conectadas à internet tem menos de 18 anos, ou seja, mais de 50 milhões de usuários digitais ainda não atingiram a maioridade. Atualmente Geração Alpha soma cerca de 2 bilhões de pessoas no mundo e são responsáveis por US$ 28 bilhões em gasto anual só nos Estados Unidos.
O levantamento também reforça que as marcas precisam estudar e entender como entrar na cultura do público infanto-juvenil de forma relevante. Segundo o estudo, essa “economia do pertencimento” se apoia em três pilares: cultura, comunidade e confiança.
A partir deles, o estudo identifica três macrotendências: os games como espaços de convivência, identidade e criação; o YouTube como plataforma de aprendizagem e participação; e as comunidades como espaços de pertencimento e cocriação, em que fãs assumem um papel mais ativo na relação com as marcas.
O que marcas precisam considerar ao falar com novas gerações
A partir desse diagnóstico, a Kidscorp montou cinco princípios para orientar marcas e agências na construção de relações relevantes e responsáveis com o público dessas gerações:
Infraestrutura: Entenda como a inteligência artificial está transformando o ecossistema de mídia e as experiências do público.
Ubiquidade: Use a tecnologia de forma natural e integrada à experiência, sem torná-la o centro da comunicação.
Cultura: Compreenda os códigos culturais que orientam seus comportamentos, além da sua idade.
Autoria: Envolva as comunidades na criação e permita que elas também tenham voz na construção das marcas.
Participação: Conquiste a atenção de forma contínua, priorizando relevância e relacionamento em vez de ações pontuais.
Por fim, o estudo destaca que o ECA Digital não proíbe a publicidade para menores de 18 anos, mas restringe práticas como rastreamento comportamental e coleta excessiva de dados. Como alternativa, a Kidscorp defende estratégias baseadas em segmentação contextual, privacy-by-design e inventário adequado às diferentes faixas etárias.
