O que o BBB 26 gerou de negócios para as marcas?
Programa termina nesta terça-feira, 21, com um total de 282 ações de merchandising, realizadas por 21 anunciantes

Milena, Ana Paula e Juliano são os finalistas do BBB 26 (Crédito: Divulgação)
A edição desse domingo, 19, do BBB 26 marcou o público e os fãs do programa por apresentar o desenrolar de uma situação até então inédita na competição. O último paredão da edição, que sempre consagra os três finalistas na disputa, deixou de lado o clima de alegria para o compartilhamento de situações de luto.
Enquanto a finalista Ana Paula Renault recebia a notícia da morte de seu pai, Gerardo Renault, e era consolada pelos também finalistas Milena Moreira Lages e Juliano Floss, o apresentador do reality, Tadeu Schmidt, compartilhou com os participantes que também está passando por situação semelhante, já que seu irmão, o astro do basquete, Oscar Schmidt, morreu na última sexta-feira, 17.
Essa fusão entre a vida real e a disputa em um reality show, que termina nesta terça-feira, 21, é um dos elementos que certamente colocará o BBB 26 como uma das edições de maior sucesso e com maior repercussão na história da atração da TV Globo.
Segundo o veículo, a repercussão espontânea do BBB 26 nas redes sociais – ou seja, os comentários postados pelos usuários das redes sociais, com exceção dos perfis oficiais da emissora – alcançou o montante de 120 milhões. Esse número considera as postagens no Instagram, X, Facebook, YouTube e Bluesky.
De 2020 para cá, quando a Globo passou a monitorar essas repercussões, o total de menções da edição atual só perde para o BBB 21, considerado um dos maiores fenômenos de audiência e repercussão da história do reality no País.
Negócios para a Globo e para as marcas
O BBB 26 chega ao fim com a participação de 21 anunciantes, que, ao todo veicularam 282 ações de merchandising na atração. Entre essas ações, estão patrocínios de provas e festas, dinâmicas da casa e exposições de produtos aos participantes.
Participaram da edição do reality neste ano marcas como Amstel, McDonald’s, Mercado Livre, Ademicon, Cif, iFood, Electrolux, Ajinomoto, Mercado Pago, Betano, TIM, Nivea, Super (Cimed), Nestlé e MRV, CVC, Estácio, FYS e Geely.
Do ponto de vista comercial, a Globo vem procurando, nos últimos anos, destacar como o BBB é capaz não apenas de gerar visibilidade para as marcas parceiras, como acontece desde a primeira edição, mas também como o reality é capaz de mexer diretamente no ponteiro dos negócios dos parceiros.
“Em um cenário de mídia fragmentado, o BBB se reafirma como uma das plataformas mais eficientes de negócio. Ele transforma audiência em influência, pautando comportamentos, criando tendências e ativando decisões de consumo”, comenta Manzar Feres, diretora de negócios da Globo.
Por isso, junto ao balanço de repercussão da atração, o veículo destacou dados, coletados junto aos patrocinadores parceiros, que mostram como a aparição das marcas na casa interferiram na procura por seus produtos ou serviços.
O Mercado Pago, que está responsável pelo prêmio da atração – que irá superar a marca dos R$ 5 milhões – registrou, segundo a Globo, 24% em awareness entre os bancos digitais. Já Mercado Livre, que investe no BBB há quatro edições, cresceu 12 pontos percentuais em preferência de marca e bateu recorde de scans no QR Code na última prova do líder que patrocinou.
A TIM, que fez sua estreia no BBB 26, celebra o fato de ter sido a primeira marca a superar a quantia de 1 milhão de menções nas redes sociais, entre todas as patrocinadoras do programa, desde quando a Stilingue by Blip passou a realizar tal monitoramento, em 2023. Além disso, a marca conseguiu ampliar em 61% as visitas ao seu site ao longo da atração, bem como incrementou em 53% sua procura nas buscas do Google.
A Amstel viu o interesse – e as vendas de suas bebidas aumentarem. A empresa teve 55% de incremento no faturamento em parceiros como Mercado Livre e iFood, além de ter ampliado em 376% o faturamento da Amstel Ultra.
A Globo também divulgou dados de desempenho de outros patrocinadores. A Electrolux registrou aumento de 46% na receita oriunda de seus canais orgânicos enquanto CIF conseguiu dobrar as vendas de seu produto Espuma Milagrosa. A marca de bebidas FYS registrou o maior pico de buscas pelo nome da marca no Google desde 2021, impactando mais de 16 milhões de pessoas.
McDonald’s, outra marca veterana no BBB, diz ter alcançado 18% mais de pessoas em sua festa, neste ano, do que na edição passada, além de ter acumulado mais de 296 mil scans em QR Code ao longo da temporada. Enquanto o iFood teve aumento de 19% na quantidade de pedidos.
A Nestlé aproveitou a presença na casa para destacar o Nestlé Recheados, que atingiu 72% de awareness. Ao todo, a marca diz ter ampliado seu engajamento em 532% na comparação à edição de 2025.
A MRV, que presentou alguns dos participantes do BBB 26 com apartamentos, registrou 50% de aumento no crédito aprovado e alta de 160% no interessa pela marca em termos de buscas no site. Já a companhia de viagens CVC conseguiu 67 mil interações via VR Code nos três minutos de exposição de sua ação, na edição do programa.
Quanto custou patrocinar o BBB 26?
O plano comercial do BBB 26 foi apresentado ao mercado publicitário em outubro do ano passado.
Na época, o veículo ofereceu aos patrocinadores três tipos de cotas de patrocínio, diferente número de inserções e entregas comerciais.
A cota Big tinha valor de R$ 132,485 milhões cada; a cota Camarote tinha o preço de R$ 99,131 milhões cada, e cota Brother, de R$ 29,411 milhões cada.
Como além dessas cotas, a Globo também oferecia patrocínios especiais de determinadas dinâmicas da casa, os valores arrecadados com o BBB 26 podem ter sido superiores a R$ 1 bilhão.
