Out-of-home

OOH: digitalização chegou a 84% das empresas do País

Panorama 2026 da Central de Outdoor também aponta que empresas projetam cenário de crescimento para o setor

i 9 de setembro de 2026 - 6h01

OOH digitalização

(Crédito: Shutterstock AI)

Apesar de ainda conversas expressivas diferenças regionais em relação à formatos e tecnologia, o mercado de out-of-home no Brasil caminha em direção avançada à digitalização. A edição de 2026 do Panorama da Central de Outdoor, mapeamento de abrangência feito pela entidade, aponta que, das empresas atuantes no segmento de OOH, 84% contam com, pelo menos, um painel digital em seu inventário.

Elaborado a partir de entrevistas e de dados extrapolados para toda a base de 195 associados da associação, o Panorama tem a proposta de oferecer ao mercado uma fotografia atualizada da organização do meio, ao mesmo tempo em que fornece informações sobre diferentes patamares de atuação das companhias que dele fazem parte.

“Os dados do setor são importantes para apontar que a qualificação do meio, atualmente, é o grande propósito da indústria de out-of-home. Esse trabalho da Central de Outdoor também destaca a importância da entidade em expandir a proposta d elevar conhecimento qualificado a todo o mercado brasileiro”, comenta Fabi Soriano, diretora executiva da Central de Outdoor.

A respeito da digitalização, a executiva destaca que a adesão da tecnológica ainda não é homogênea, mas que isso faz parte da proposta de atuação de diferentes regiões, uma vez que, em muitas localidades, a mídia estática ainda atende aos principais anseios de negócios dos anunciantes.

Entre as empresas que fazem parte da entidade de mídia OOH, 41% responderam que o inventário digital corresponde, atualmente, a menos de 25% de sua receita total. Já para 32% da base de associados, as telas digitais já são responsáveis pela geração de mais de 50% das receitas, o que, na visão de Fabi, destaca a diversidade regional do mercado brasileiro.

Ainda a respeito da digitalização, o cenário é de avanço. Entre as empresas participantes da pesquisa, 62% disseram que compraram novos ativos digitais no ano passado e 81% delas pretendem comprar outros painéis digitais em 2026.

O potencial do OOH no Brasil

O Panorama 2026 da Central de Outdoor apontou também que as empresas de OOH (considerando exibidoras, agências, fornecedores e outros players do setor) faturaram R$ 2,9 bilhão em 2025. Atualmente, essas empresas oferecem, no total, cerca de 147 mil faces publicitárias para as marcas e empregam mais de 6,7 mil pessoas.

No ano passado, 47% das empresas que atuam no mercado brasileiro de OOH registram crescimento de mais de 15% em comparação com o ano anterior (2024). E, para este ano, a perspectiva também é positiva: 44% das empresas respondentes esperam obter, em 2026, um crescimento acima de 15% na comparação com 2025. Apenas 8% das empresas que participaram do estudo responderam que não devem crescer em 2026.

A visão geral dos representantes do setor também é otimista em relação ao desempenho geral do out-of-home no Brasil. Para 78% das empresas respondentes, o mercado está em fase de crescimento e 47% delas estimam que o OOH crescerá mais de 10% pelos próximos três anos.

O relatório mais recente do Cenp-Meios, relativo ao primeiro trimestre de 2026, indicava que o meio havia angariado um faturamento de R$ 827 milhões em compra de mídia nos meses de janeior, fevereiro e março deste ano, o que lhe conferia, ao fim do período, share de 14,%.

De onde virá o crescimento do OOH?

Se as expectativas em torno do crescimento dos negócios são boas, a Central de Outdoor também questionou aos representantes das empresas do setor qual é o motor que deve impulsionar essa alta nos próximos meses e anos.

O item mais apontado como responsável pelo crescimento direto foi a chegada de novos anunciantes (com 29% das citações) seguida pela digitalização do inventário, comentada por 23% das empresas participantes da pesquisa.

Também foram apontados como motores de crescimento a ampliação dos investimentos dos anunciantes atuais (17%); a melhoria em relação à mensuração e métricas do setor (13%); a compra programática (8%); a revalorização dos formatos (6%); aumento das ofertas de inventário (3%) e novos formatos de mídia (1%).