Mídia

Sky festeja bom momento do setor no Brasil

Agrício Silva Neto, VP de programação e marketing da companhia, festeja 15 anos da empresa e projeta crescimento de 10% até o final do ano

i 12 de agosto de 2011 - 2h47

Há 15 anos no mercado de TV por assinatura, a Sky se firmou como líder no segmento de TV paga via satélite. Como presente de aniversário, a companhia projetava presentear-se terminando 2011 com três milhões de assinantes.

Graças ao bom momento vivido pelo setor no País, o presente veio mais cedo, em junho. E para provar que aumento da base de assinantes não significa serviço de má qualidade, Agrício Silva Neto, vice-presidente de programação e marketing da empresa, projeta crescer mais 10% até o final do ano. Um brinde extra aos 15 anos de Sky no Brasil.

Para concretizar a meta, a companhia conta com a exuberância de Gisele Bündchen para arrebatar assinantes nas classes A e B e a cumplicidade de Hebe Camargo para convencer a classe C de que a Sky é um bom negócio. O céu parece ser o limite para a empresa, cuja rede cobre todo o território nacional. “Este esse será o melhor ano da nossa história”, comemora o executivo.

Leia, a seguir, parte da entrevista publicada no Especial TV Por Assinatura de Meio & Mensagem:

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Meio & Mensagem — A expectativa da Sky era terminar o ano com três milhões de assinantes. Essa meta se mantém?
Agrício Silva Neto — Nós já atingimos essa meta no meio do ano. E como a Sky não trabalha sem metas, posso te falar que vamos crescer, no mínimo, mais 10% até o final do ano.

M&M — Vocês têm ideia de quanto desses 10% se devem à classe C?
Silva Neto — Claro que a nossa entrada mais forte na classe C em 2010 colocou a Sky em outro patamar de crescimento. Mas temos tido um crescimento no mesmo tamanho com as classes A e B, algo que já vínhamos tendo. A entrada na classe C mudou o patamar de vendas, que se tornou muito maior. Mas isso se somou ao que já vendíamos para as classes A e B.

M&M — Oferecer pacotes pré-pagos ajudou nesse sentido?
Silva Neto — Não estamos mais comercializando o pré-pago. Não foi um produto de fácil entendimento e sucesso com a classe C. Lançamos, então, o Sky Fit, a R$ 49,90, no final do ano passado. Oferecemos 39 canais, sete deles são os mais assistidos da TV paga. É um pacote campeão para a classe C. O custo de adesão e instalação é zero, portanto algo muito mais fácil de comunicar.

M&M — O que muda na hora de comunicar para esses dois públicos?
Silva Neto — Até o meio do ano passado, tínhamos uma única linha de comunicação. Hoje temos uma linha com Gisele, mais voltada aos produtos hi-end e classes A e B. E temos a Hebe com o Sky Fit, voltado à classe C. Os planos de mídia são separados e tenho equipes de comunicação segmentadas. Minha agência de publicidade tem equipes de mídia, atendimento e criação separadas. Na prática, o que muda é que a comunicação para a classe C tem mais informação. Falamos do preço e da quantidade de canais com mais clareza, explicamos mais o produto. O plano de mídia, inclusive, é focado para esse público.
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M&M — O aumento de canais em HD tem surtido efeito nas classes A e B?
Silva Neto — O crescimento dos assinantes de HD é maior do que esperávamos e já corresponde a mais de 20% de nossa base, em parte porque temos ações de revenda para a base. O crescimento do HD é bom porque o valor é mais alto e esse assinante tem acesso a todos os serviços da Sky. Assiste a mais canais, com mais qualidade. E, destacadamente, oferecemos o melhor do mercado. Em julho lançamos BandNews, AXN e Nickelodeon em HD. Com isso temos 39 canais, a melhor e maior oferta em HD da TV por assinatura.

M&M— Como vocês estão conseguindo atender a toda essa demanda por assinaturas?
Silva Neto — Não temos problema de pico de capacidade, porque operamos via satélite. Trabalhamos muito forte nosso planejamento e, mesmo com crescimento acima do previsto, estamos sempre revendo nossos processos. Estamos com capacidade completa de equipamentos e tenho capilaridade de equipes pelo País inteiro. Temos seis mil vendedores e seis mil instaladores pelo País. Não estamos passando por problemas. E trabalhamos forte este processo de crescimento. Garanto que estamos superpreparados para o crescimento que estamos tendo e para a base de assinantes que temos. Neste ano, pelo nono ano consecutivo, fomos eleitos o melhor call center do mercado pela (revista) Consumidor Moderno.

M&M — Aproveitando a deixa, recentemente a apresentadora Ana Maria Braga reclamou publicamente, via Twitter, sobre a incapacidade da Sky em atendê-la. Como vocês lidam com reclamações em redes sociais?
Silva Neto — Tudo o que alguém posta, respondemos na hora. Reconhecemos o erro e a falha do serviço, quando há. E te garanto que respondemos para a Ana Maria e ela foi atendida. Não deixamos a bola quicando.

M&M — A Sky vê esse espaço como mais uma maneira de cavar oportunidades de negócio?
Silva Neto — Claro. Somos superatuantes no Facebook, no Twitter e no Orkut. Pode fazer um teste. Mas as vendas para nossos clientes ainda são baixas. Acabamos atuando muito mais no atendimento para a base de assinantes e tirando dúvidas do público em geral. Mas estamos atentos a isso. Temos uma boa capilaridade pelo País e 20% das nossas vendas são online.

M&M — A Sky tem uma atuação com patrocínio a equipes de basquete. Qual o retorno que isso traz?
Silva Neto — Começamos com a Stock Car há sete anos. Há dois anos, começamos com basquete e vôlei. Fechamos uma parceria com o Pinheiros que já está indo para o terceiro ano. Acho que nossa visibilidade cresceu muito e sabemos que o retorno é institucional. Queremos essa resposta e percebemos que esporte tem tudo a ver com nosso negócio, dá visibilidade para a marca e nos aproxima dessa geração jovem que está crescendo. E tem tudo a ver com o País, já que teremos Copa e Olimpíada. Estamos próximos dos esportes olímpicos. E queremos devolver à sociedade um pouco do que ela nos deu. No vôlei estamos com a Cimed Sky, em Florianópolis, e tem tudo para dar certo. Na Stock Car estamos com a Red Bull, no terceiro ano de parceria, que é supervencedora. Estamos muito bem no páreo, com o Cacá Bueno em segundo lugar.

M&M — Estão pensando em ações para Copa e Olimpíada?
Silva Neto — Não estamos pensando nisso. Queremos estar no esporte, associando a Sky, uma marca séria, a equipes com um trabalho sério. E só temos parcerias fortes. O Pinheiros é um superformador de esportistas olímpicos. A Red Bull é superfocada em automobilismo. A parceria com a Cimed é com um time supercampeão… São equipes que, ao mesmo tempo, têm campeões olímpicos e atletas de 16 e 17 anos, que estão entrando no esporte.

M&M — O mercado tem crescido muito nos últimos anos. O senhor enxerga um limite para o crescimento?
Silva Neto — Não. O mercado de TV paga tem 18% de penetração no Brasil. É verdade que ele cresceu muito e que a entrada da classe C mudou o mercado. Mas ainda tem muito que crescer. A Sky vem crescendo muito e este será o melhor ano da nossa história. Não posso falar mais porque a DirecTV (dona da Sky Brasil) ainda não divulgou os números lá fora.

M&M — A concorrência preocupa?
Silva Neto — A concorrência é saudável, dadas as condições iguais de direitos e deveres. Não temos problemas, estamos no País inteiro e as cinco regiões têm crescido. Este ano vai ser o melhor, ano que vem vamos crescer mais ainda e assim vai. Longe. Ainda falta 82% de mercado a ser explorado.

M&M — Qual a opinião da Sky sobre o PLC 116? A possível chegada de novos players ao mercado preocupa?
Silva Neto — A Sky entende que o capítulo V do PLC 116 causará uma série de impactos negativos no modo como os assinantes recebem a TV por assinatura hoje. Entre eles, o encarecimento das assinaturas e a criação de reserva de mercado, controle da produção audiovisual e intervenção na liberdade de escolha dos assinantes. Nós nos posicionamos contra o sistema de cotas. Já a concorrência regulada, onde todos os players têm os mesmos direitos e deveres, é sempre positiva para o setor e para os consumidores. Não temos nenhuma oposição quanto a isso.

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