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Mais da metade dos internautas pula publicidade em vídeo

Pesquisa inédita da MindMiners também mostra que o consumo de vídeo digital não está atrelado somente aos jovens

Luiz Gustavo Pacete
21 de fevereiro de 2017 - 8h21

 

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Smartphone lidera como device utilizado para consumo de vídeo

Vídeo na internet, há algum tempo, deixou de ser um formato, para tornar-se um estilo de consumo de conteúdo. De acordo com um levantamento da Cisco, 80% do tráfego de internet do mundo será de vídeo até 2019 — atualmente, esse número é de 65%. A pedido de Meio & Mensagem, a MindMiners realizou um estudo mapeando o comportamento do internauta brasileiro em relação ao consumo de vídeo.

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A pesquisa, feita com mil usuários de 8 a 11 de fevereiro, com homens e mulheres entre 12 e 65 anos, pelo Brasil e em todas as classes sociais mostra que consumo de vídeo não é realidade apenas entre jovens, mas já atinge todas as gerações. A diferença entre elas é o tipo de consumo. Notícias e entrevistas são preferidas por pessoas de 50 anos ou mais. Já os jovens de 12 a 17 anos  consomem outros tipos de conteúdo como o de influenciadores e aqueles relacionados a séries e filmes.  Em questões de múltipla escolha, o smartphone é indicado como o device preferido de 90% dos entrevistados para assistir a vídeos, seguido por notebook com 53%, desktop com 36%, tablet com 23% e outros com 8%.

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As redes sociais utilizadas são basicamente as mesmas para todos os perfis. O YouTube é a plataforma que lidera em vídeo com a preferência de 95% dos entrevistados, seguido por Facebook, 65%, sites, 40%, Instagram, 34% e Snapchat, 20%. A pesquisa não identificou nenhuma diferença significativa nas respostas quando comparado os resultados por classe social.

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O levantamento também identificou se as pessoas se incomodam com publicidade no formato de vídeo, 42% declararam não se incomodar. No entanto, quando questionados como lidam com a publicidade em vídeo, 63% disseram que pulam, 26% deixam de pular dependendo da marca, 9% deixam de pular dependendo do conteúdo e apenas 2% disseram que nunca pulam.

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Em uma pergunta aberta, a pesquisa questionou quais formatos de publicidade em vídeo a pessoa considera criativo. A maioria dos grupos quando agrupados em sentimentos mostra a importância de esses formatos serem divertidos e educativos. O principal conteúdo consumido em vídeo é de trailers de filmes e séries com a preferência de 68% dos respondentes, seguido por vídeos educativos, 54%, notícias e entrevistas, 51%, outros 27%, reprises de jogos 25% e campanhas publicitárias 16%.

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“O aumento do consumo de vídeos se sustenta na velocidade trazida pelas redes sociais, seguida pelo crescimento do acesso às informações via smartphone.”, explica Leonardo Khede, diretor de vendas do Yahoo Brasil. Já para Vitor Knijnik, sócio-fundador e CEO da Snack, a simplificação dos processos contribui para alimentar um círculo virtuoso em que aumento de conteúdo impulsiona a demanda. “Há pouco tempo, produzir vídeo implicava mais etapas. Hoje, tudo é imediato, rápido e intenso. A primeira mudança perceptível foi o surgimento de um elenco de celebridades. Um ano atrás, tínhamos um só canal no YouTube com mais de 10 milhões de inscritos. Hoje já temos cinco que ultrapassaram essa marca”, diz Knijnik.

 

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