Inscrições

Brasil corta em 41% seu número de cases concorrentes

País esteve no epicentro da do furacão de falta de credibilidade que se abateu sobre festival no ano passado

i 20 de junho de 2026 - 12h19

Enquanto a queda global de inscrições no Cannes Lions 2026 foi de 25%, o mercado brasileiro foi ainda mais comedido e diminuiu em 41% o envio de cases para os júris desta edição do festival. O mercado brasileiro esteve no epicentro do furacão de falta de credibilidade que se abateu sobre cases premiados com Grand Prix e Leões no ano passado.

Apesar da queda de inscrições nacionais, de 2.684 para 1.593, o que significa menos 1.091 concorrentes que no ano passado, o Brasil ainda é o terceiro maior competidor no Cannes Lions, atrás apenas dos Estados Unidos, que enviaram 5.585 cases, e do Reino Único, com 1.866. Após o Brasil, o top 5 é completado pela França, com 1.126 inscrições, e o Canadá, com 971.

Entretanto, a retração na participação brasileira foi bem maior que as dos demais principais concorrentes: os Estados Unidos cortaram em 17,8% o seu volume de inscrições e o Reino Unido, em 20,5%. A França diminuiu em 11,4% suas inscrições e a Canadá, em 16,8%.

Menos Leões à vista
Embora cases com apenas uma inscrição ou inscritos em poucas categorias possam surpreender, em Cannes o total de Leões conquistados por uma agência ou um país está diretamente relacionado com a quantidade de inscrições. Maiores chances, normalmente, acabam significando mais conquistas.

Com presença 41% menor nas 31 competições que compõem o Cannes Lions 2026, o Brasil já sente os efeitos dessa diminuição nos primeiros shortlists divulgados neste sábado. Considerando as sete competições que divulgaram seus finalistas, o mercado brasileiro soma 29 chances de Leões, sendo que, nessas mesmas áreas, no ano passado as menções nos shortlists foram 65.

As 1.593 inscrições brasilieras em 2026 representam o menor volume dos últimos quatro anos – em 2021, na edição pós-pandemia, o Brasil concorreu com 1.472 trabalhos.