Ciência cognitiva

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Ciência cognitiva

Vivemos tempos interessantíssimos onde os engenheiros, os matemáticos e os cientistas invadem as áreas de conteúdo, comércio, negócios e, claro, da comunicação, e causam uma enorme ruptura


10 de agosto de 2017 - 9h00

A ciência cognitiva é o estudo interdisciplinar da cognição – comportamento, mente e cérebro – combinando psicologia, neurociência, biologia evolutiva, linguística, filosofia, antropologia, com métodos da ciência da computação, matemática e física.

Foto: Reprodução

A comunicação, que alguns pensam ser um exercício diletante de mentes inquietas, há muito tempo se ocupa de decifrar, entender e decodificar o comportamento humano – ciência cognitiva, em outras palavras – transformando esse comportamento em ação, seja para convidar as pessoas a abraçarem um movimento ou uma causa, seja para conhecer um produto ou serviço.

Digitei “ciência cognitiva” no Google e quem anuncia em primeiro lugar? O Watson da IBM! E o que diz a Ginni Rometty, CEO da empresa, sobre ciência cognitiva? “Esta era redefinirá a relação entre homem e máquina”.

Vivemos tempos interessantíssimos onde os engenheiros, os matemáticos e os cientistas invadem todas as áreas e causam uma enorme ruptura.

Assim tem sido no mundo do conteúdo, do comércio, dos negócios e, claro, da comunicação, área que se sente agora ameaçada pela tecnologia, pelas startups e pelas consultorias. Nada mais natural, me parece, que novos “cientistas cognitivos” queiram brincar desse jogo quando o jogo se torna mais cientifico!

Em uma forma exponencial como nunca, a capacidade computacional e de dados estão permitindo avanços incríveis na compreensão da ciência cognitiva e, entre muitas outras coisas, na comunicação.

Negócios cognitivos é o nome que a IBM dá pra essa era. Comunicação cognitiva, diria eu. É exponencialidade que a tecnologia traz pro mundo, seja do varejo, das desintermediações, dos negócios ou da comunicação.

Uma coisa que às vezes as pessoas confundem é achar que digital é destino, é alvo. A Ginni nos provoca: “quando todos forem digitais, quem vence?”. A minha resposta: o talento de exponencializar a coisa toda!

O talento humano exponencializado pela tecnologia, pela capacidade de processarmos terabytes de dados em milésimos de segundos, e assim entendermos a alma humana, aprofundarmos nossa compreensão da ciência cognitiva e como tal fazer mil coisas melhores, entre elas, a comunicação e nossas empresas e produtos. É somar experiência e intuição.

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