Out-of-home

AlmapBBDO apresenta unidade dedicada ao out-of-home

Vista, liderada por Bia Carmel, busca aprofundar criativamnte projetos em out-of-home

i 4 de agosto de 2026 - 12h15

Seguindo uma tendência no mercado publicitário, a AlmapBBDO também empreendeu na criação de um hub dedicado totalmente à mídia out-of-home (OOH).

Bia Carmel, head de OOH da AlmapBBDO, e Rafaela Alves, chief operating officer da AlmapBBDO

Vista é liderada por Bia Carmel, head de OOH da AlmapBBDO, que responde à Rafaela Alves, chief operating officer da AlmapBBDO (Crédito: Divulgação)

Denominada Vista, a unidade é comandada por Bia Carmel, que assume o cargo de head de OOH da agência. A executiva trabalhava até então na Altermark, agência especializada no meio. Antes disso, passou por Visa Infinite, Qatar Airways, Mondelez, APAS, Novo Nordisk e Stellantis.

A AlmapBBDO começou a planejar a estrutura em setembro de 2025, mas só começou a colocá-la em prática este ano, com a contratação de Bia. Com a unidade, a estrutura busca consolidar a aposta no OOH, evoluir seus projetos na mídia com profundidade estratégica, inteligência de mídia, inovação, criatividade e tecnologia e propor experiências de marca que dialoguem com o contexto e espaço urbano.

A unidade também permitirá que o out-of-home esteja em pauta desde o início do processo criativo visando relevância, impacto cultural e de negócios e conexão entre marcas e consumidores. Esse é, na visão da head de OOH, o diferencial principal de ter uma unidade interna ao invés de terceirizar o trabalho para agências especializadas no meio.

“O maior diferencial é eu ter o todo. Consigo fazer um desenho contínuo, eu não pego um pedaço de algo e transformo em OOH, usando a criatividade, o texto e a arte de uma agência, usando o texto de uma agência. Se você tem a agência full fazendo tudo o que envolve aquele cliente, o cliente ganha e nós também”, propõe.

A visão da Vista para o out-of-home

Conforme Bia, a criação da unidade é uma resposta ao crescimento do OOH no share de mídia. Atualmente, o meio concentra 14% do bolo publicitário, conforme o Cenp-Meios. “É um canal que precisa de um olhar cuidadoso sobre o tema, com uma criação dedicada, diferente por como você adapta para um formato do digital para o físico. OOH não é sobre adaptação, exige sensibilidade, técnica, regras, pontos importantes de limites de palavras, de localização, qualidade de cor. Nós nos deparamos muito com isso, de ensinar ao cliente que a eficiência do OOH depende muito dessa técnica”, diz.

A Vista atenderá exclusivamente aos clientes da agência, que somam 35 atualmente. Conforme a head de OOH, a operação iniciou uma aproximação dos clientes que têm uma demanda maior do meio ou que já mantêm um foco especial na mídia exterior. Eventualmente, o objetivo da operação é atender a todos. O contrato e termos dessas relações não mudarão a partir da criação da Vista. “Nós só verticalizamos para dar a devida importância de especialistas e o tamanho em cifras e entregas que o meio exige”, explica.

A executiva afirma que a unidade não deve terceirizar funções para demais agências especializadas.

A equipe da Vista é composta por colaboradores dedicados exclusivamente à unidade e funcionários que ocupam outras cadeiras na agência e participam dos projetos, como os diretores de mídia. Conforme Bia, a AlmapBBDO já conta com uma estrutura de colaboradores com conhecimento robusto do tema. Atualmente, o time da Vista conta com um gerente de projetos para o out-of-home e redatores exclusivos, além da head. Há vagas abertas para contratações que componham a Vista.

A área responde à Rafaela Alves, chief operation officer da agência, que lidera as áreas de operações, mídia, retail e martech.

Retomada do OOH nas agências full service

Assim como a AlmapBBDO, Galeria, Africa e Crispin anunciaram verticais ou hubs especializados em OOH. Para Bia, o movimento reforça a importância do meio. “Não enxergo de jeito nenhum como concorrência. É agregadora ao meio. Todo mundo cresce junto”, afirma.

Na análise da head, esse é um movimento de retomada das agências full service, que buscam reconquistar as contas de OOH dos clientes diante da valorização do meio. “Durante um tempo, as agências full perderam essa conta, não era um meio tão valorizado e as especializadas encontraram essa brecha. Antes, as especializadas tinham tempo para se dedicar e ir atrás dos veículos pelos País e fazer essa entrega. Agora, com a digitalização e a quantidade de fornecedores e telas no País, não tenho essa necessidade de ter alguém olhando para as telas. Tenho a necessidade de ter alguém com dados, inteligência criativa, o projeto completo para poder entregar e fazer esse desenho”, argumenta.