Roberto Coelho: “O craft abre portas internacionalmente”
Satelite Audio ficou em terceiro lugar no ranking das produtoras de som que mais se destacaram em 2025

Satelite Audio ficou em terceiro lugar no ranking das produtoras (Crédito: Divulgação)
A Satelite Audio ocupou o terceiro lugar entre as produtoras de som, conforme ranking proprietário de Meio & Mensagem, que levou em consideração festivais internacionais, regionais e locais. Para Roberto Coelho, cofundador e diretor criativo da Satelite, a busca por ideias sonoras que fogem do convencional e que contribuam para enriquecer a história contada por meio do som é o que mais ajuda a explicar os resultados de 2025. Atualmente, a operação é composta por 18 pessoas, com escritório em São Paulo.
A atuação fora do Brasil tem crescido, sobretudo, nos últimos cinco anos, com diversos trabalhos especialmente voltados para a América do Norte e Europa. Ao analisar as diferenças entre o Brasil e outras regiões, o diretor criativo considera que, localmente, a publicidade tende a ser mais dinâmica, enquanto, no exterior, os processos podem ser estendidos.
Na entrevista a seguir, Coelho comenta sobre as conquistas da produtora e analisa o cenário internacional para a produção brasileira.
Meio & Mensagem – O que ajuda a explicar o desempenho da produtora neste ciclo de premiações?
Roberto Coelho – Acredito que a forma como cuidamos de cada trabalho, sempre buscando ideias sonoras que fogem do convencional e que contribuam para enriquecer a história contada por meio do som, tem sido um dos fatores que explicam nosso bom desempenho em festivais ao longo do tempo. Como a maioria dos projetos premiados dos quais participamos tem um forte apelo de craft, isso, sem dúvida, também abre portas internacionalmente.
M&M – Quais áreas prioritárias de investimento da produtora?
Coelho – A Satelite sempre investiu em novas tecnologias e, claro, em talentos. A equipe é muito antenada às mudanças tecnológicas, mas também se preocupa em buscar o que há de inovador em termos de música e som, seja com novas ferramentas ou garimpando alguma música escondida do passado que possa surpreender no resultado final de uma peça, por exemplo.
M&M – Na sua visão, quais as vantagens competitivas da publicidade brasileira no contexto internacional?
Coelho – A publicidade brasileira tende a ser mais dinâmica, enquanto lá fora os processos podem se estender mais. Uma vantagem que temos aqui é que o áudio está geralmente envolvido desde o início do processo, ajudando a construir a ideia e torná-la mais forte e coesa.
M&M – Existem desafios que ainda limitam o crescimento internacional das produtoras brasileiras?
Coelho – Os desafios são muito menores do que há alguns anos. A tecnologia e a globalização facilitaram para que os processos internacionais se tornassem mais claros e rápidos, o que possibilita um volume maior de trabalho e principalmente que a informação circule de forma mais precisa.
M&M – Para o futuro, o que está no horizonte da Satelite?
Coelho – Os planos da produtora são expandir as mídias de trabalho. É sempre enriquecedor trabalhar em outros formatos. O mercado de séries, filmes e games ainda é pouco explorado pela gente e há muita vontade da nossa parte de contar histórias através do som para essas e outras mídias.