Comunicação

Roberto Coelho: “O craft abre portas internacionalmente”

Satelite Audio ficou em terceiro lugar no ranking das produtoras de som que mais se destacaram em 2025

i 20 de março de 2026 - 7h47

Roberto Coelho, cofundador da Satelite Audio - Ranking das produtoras

Satelite Audio ficou em terceiro lugar no ranking das produtoras (Crédito: Divulgação)

A Satelite Audio ocupou o terceiro lugar entre as produtoras de som, conforme ranking proprietário de Meio & Mensagem, que levou em consideração festivais internacionais, regionais e locais. Para Roberto Coelho, cofundador e diretor criativo da Satelite, a busca por ideias sonoras que fogem do convencional e que contribuam para enriquecer a história contada por meio do som é o que mais ajuda a explicar os resultados de 2025. Atualmente, a operação é composta por 18 pessoas, com escritório em São Paulo.

A atuação fora do Brasil tem crescido, sobretudo, nos últimos cinco anos, com diversos trabalhos especialmente voltados para a América do Norte e Europa. Ao analisar as diferenças entre o Brasil e outras regiões, o diretor criativo considera que, localmente, a publicidade tende a ser mais dinâmica, enquanto, no exterior, os processos podem ser estendidos.

Na entrevista a seguir, Coelho comenta sobre as conquistas da produtora e analisa o cenário internacional para a produção brasileira.

Meio & Mensagem – O que ajuda a explicar o desempenho da produtora neste ciclo de premiações?
Roberto Coelho – Acredito que a forma como cuidamos de cada trabalho, sempre buscando ideias sonoras que fogem do convencional e que contribuam para enriquecer a história contada por meio do som, tem sido um dos fatores que explicam nosso bom desempenho em festivais ao longo do tempo. Como a maioria dos projetos premiados dos quais participamos tem um forte apelo de craft, isso, sem dúvida, também abre portas internacionalmente.

M&M – Quais áreas prioritárias de investimento da produtora?
Coelho – A Satelite sempre investiu em novas tecnologias e, claro, em talentos. A equipe é muito antenada às mudanças tecnológicas, mas também se preocupa em buscar o que há de inovador em termos de música e som, seja com novas ferramentas ou garimpando alguma música escondida do passado que possa surpreender no resultado final de uma peça, por exemplo.

M&M – Na sua visão, quais as vantagens competitivas da publicidade brasileira no contexto internacional?
Coelho – A publicidade brasileira tende a ser mais dinâmica, enquanto lá fora os processos podem se estender mais. Uma vantagem que temos aqui é que o áudio está geralmente envolvido desde o início do processo, ajudando a construir a ideia e torná-la mais forte e coesa.

M&M – Existem desafios que ainda limitam o crescimento internacional das produtoras brasileiras?
Coelho – Os desafios são muito menores do que há alguns anos. A tecnologia e a globalização facilitaram para que os processos internacionais se tornassem mais claros e rápidos, o que possibilita um volume maior de trabalho e principalmente que a informação circule de forma mais precisa.

M&M – Para o futuro, o que está no horizonte da Satelite?
Coelho – Os planos da produtora são expandir as mídias de trabalho. É sempre enriquecedor trabalhar em outros formatos. O mercado de séries, filmes e games ainda é pouco explorado pela gente e há muita vontade da nossa parte de contar histórias através do som para essas e outras mídias.