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Andrés Ordóñez é promovido a chairman global da McCann

Executivo passa à posição semanas depois da saída de Tyler Turnbull, que assumirá o WPP Creative em 2027

i 26 de outubro de 2026 - 16h34

Andrés Ordóñez

Andrés Ordóñez assume posição de chairman global da McCann, mas segue à frente da criação da rede do Omnicom (Crédito: Celina Filgueiras)

CCO da McCann desde a aquisição do IPG pelo Omnicom, Andrés Ordóñez, acaba de ser apontado como chairman global da rede.

A promoção do executivo acontece duas semanas depois da saída do CEO Tyler Turnbull, que assumirá a posição de CEO global do WPP Creative em março de 2027, substituindo Jon Cook, que deixou a companhia.

Ordóñez continuará a atuar como CCO da McCann. Quem ocupava a cadeira de chairman global era Daryl Lee, que saiu da empresa há três meses.

Ao Ad Age, um porta-voz disse que o Omnicom não tem planos de apontar um novo CEO para a McCann.

Ordóñez foi CCO da FCB, rede do IPG que foi extinta após a fusão com o Omnicom. Agora, ele se reportará a Andrew Robertson, que em setembro assumiu como CEO global do Omnicom Advertising em decorrência da saída de Troy Ruhanen.

“Não existe atalho para os desafios grandes e complicados que acometem nossos clientes – e é isso o que torna este momento empolgante. Acredito que a criatividade faz mais do que resolver esses desafios; cria demanda, e demanda impulsiona crescimento. Estou ansioso para me aproximar dos nossos clientes e pessoas, fazer as perguntas certas e transformar o aprendizado em trabalho que move o negócio para a frente”, disse Ordóñez, em nota.

Nascido em Bogotá, na Colômbia, ele se mudou para Miami em 1995 para estudar publicidade. Trabalhou em Porto Rico como vice-presidente de criação da BBDO. De volta à Miami, trabalhou na Zubi Advertising na mesma posição. Em Chicago, foi CCO da Energy BBDO por quase seis anos, até ingressar, em 2019, na FCB Chicago para liderar a criação do escritório.

Em fevereiro de 2024, assumiu o comando criativo global da rede para comandar 120 escritórios.

Naquele ano, concedeu entrevista ao Meio & Mensagem no Cannes Lions, ano em que a FCB conquistou prêmios como o Grand Prix de Health & Wellness – o case premiado foi “ The Last Barf Bag”, criado para o medicamento Dramamine.

Durante a conversa, o profissional afirmou que, enquanto algumas pessoas têm medo da IA, outras estão obcecadas. “Sou mais do segundo time. É preciso aderir à tecnologia, não é sobre um lado ou outro, porque há vários componentes de IA para criativos, outro para CEOs, outro para as companhias, para a mídia. Todos experimentamos a IA sob perspectivas muito diferentes. Precisamos entender como conectar todas essas coisas. Não sei se a IA tem a resposta final de nada. Nos ajuda a chegar a algum lugar mais rápido, mas ainda temos de cavar fundo”, declarou.