O que o mar, o México, um grande não, a pandemia e uma meNina têm a ver com o Fabio Brito, VP de Negócios da Leo Burnett?

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O que o mar, o México, um grande não, a pandemia e uma meNina têm a ver com o Fabio Brito, VP de Negócios da Leo Burnett?

Indicado ao Caboré, profissional fala sobre liderança, criatividade, família e carreira


12 de novembro de 2021 - 0h00

o Fabio Brito, VP de Atendimento da Leo Burnett

Fabio Brito

Respeito, cuidado e empatia com os times lideram os valores inegociáveis para Fabio Brito, vice-presidente de Atendimento da Leo Burnett Tailor Made. Em sua visão, tudo passa por ouvir as pessoas e colaborar de fato no dia a dia. O que já era uma diretriz profissional muito forte ficou mais latente na pandemia, período em que perdeu pessoas próximas e redesenhou o equilíbrio entre pessoal e profissional, dando um novo olhar para a vida. Vida essa que em 2021 tem novos contornos: Brito aguarda ansiosamente sua primeira filha, Nina.

Agora, em mês de Black Friday, a rotina também inclui procurar banheiras, carrinhos e outros itens para a pequena, deixando seus tênis e eletrônicos um pouco de lado. Além de estar prestes a realizar o grande sonho de sua vida, o profissional de 43 anos foi indicado ao Caboré, tendo seu trabalho com o time da agência reconhecido no maior prêmio da indústria criativa brasileira.

Brito e sua esposa Fabiola

Brito e sua esposa Fabiola

Hoje em sua segunda passagem pela LBTM, ele se vê como um líder formado pelos aprendizados com seus pares e colegas em mais de duas décadas de carreira. Filho de um engenheiro químico e de uma fonoaudióloga, Brito e sua irmã cresceram entre Santos (SP) e o México, experiências que moldaram sua forma de enxergar o mundo e a vida. Respeito pela natureza, apreço pela liberdade, sentimento de alegria e uma boa dose de pimenta não podem faltar. Na entrevista a seguir, ele conta um pouco da trajetória profissional, a importância do maior não que já ouviu, sua formação humana e o impacto da pandemia em toda a sua vida.

 

Time Leo Burnett no Caboré 2018

Time Leo Burnett no Caboré 2018

Dia da entrevista
Hoje a segunda-feira foi totalmente diferente. Porque a gente está grávido, indo para o final do sexto mês. É o nosso primeiro neném. Então todo dia é uma descoberta, é alguma coisa que a gente lembra de comprar, alguma consulta, algum exame… A gente estava fazendo uma pesquisa de Black Friday pra comprar carrinho, banheira… Normalmente eu estaria comprando tênis e moletom, que eu adoro, e talvez alguma coisa de tecnologia. Mas agora, digamos, temos outras prioridades.

Nome
É uma menina, o nome dela é Nina. Estávamos tentando engravidar há mais de dois anos. Foi uma batalha bem difícil, especialmente para minha esposa. Mexe muito com o emocional. É algo que a gente queria muito e graças a Deus, apesar da pandemia, conseguimos engravidar. O nome tem influência da Nina Simone e de outras Ninas.

Pandemia e gravidez
Olha, eu acho que esses últimos dois anos mudou muito para mim. Vi muita gente indo embora antes da hora por causa da pandemia. Amigos, pessoas próximas, até na família. É uma mistura… eu fico um pouco emocionado porque sempre tive um foco muito grande na carreira. E esses dois anos foram uma chacoalhada em todos os sentidos. Hoje a questão é ter um equilíbrio melhor na vida. Eu me considero uma pessoa burra, porque sempre ouvi isso de ‘aproveita a vida’ e ‘tenta encontrar esse equilíbrio e espaço pra coisas importantes’, e foi um tapa muito grande na cara ter perdido gente próxima que tinha muita coisa pra viver e que simplesmente foi embora. E agora tendo um neném chegando, eu acho que já estava num processo de diminuir um pouco esse lado de se preocupar muito comigo e me preocupar mais com os outros. E eu acho que a gravidez veio na verdade pra potencializar esse sentimento.

Rotina hoje
Estou indo um dia ou dois pra agência. Mas é uma coisa minha porque eu sinto muita saudade da Leo, da cultura, pra mim tem uma coisa especial lá naquela casinha da Rua Brejo Alegre. Meu time está inteiro em home office. Tem pessoas que nem moram mais em São Paulo, mudaram na pandemia, pra outro estado, pra praia ou interior. Há respeito máximo à saúde das pessoas, a pandemia ainda está aí, a gente não tem nenhum indicador pra fazer uma mudança nesse momento. Uma preocupação que todos nós temos é a questão do modelo híbrido. Acostumamos ao home office e fizemos funcionar. A agência opera perfeitamente, colocamos campanha no ar, contratamos e treinamos pessoas, ganhamos conta… a vida funcionou. A preocupação latente é como vai ser o modelo híbrido, quando tiverem pessoas dentro da agência e pessoas fora. Mas acho que a gente se adaptou a tanta coisa, vamos encontrar uma solução.

Retorno gradual
Acho que conforme mais pessoas se sentirem confortáveis pra frequentar agência, dentro de todas as regras respeitadas, eu gostaria de ir mais. Eu adoro o home office, permitiu que eu passasse mais tempo em casa e com a minha família, mas eu sinto muita falta da energia e da troca da agência. Eu acho que, e isso é algo pessoal, momentos como quando o time tem uma ideia, aquela energia de todo mundo na sala faz diferença. Tenho um pouco de ansiedade de ter mais desses momentos… O ambiente de agência é tão rico e diverso, permite muita troca.

Sonho de infância
Meu sonho de criança era estar no barco do Jacques-Yves Cousteau (1910-1997), era estar perto dele, viver aquelas viagens maravilhosas que ele fazia. O meu primeiro pensamento profissional era ‘eu quero ser um biólogo marinho’, mas para trabalhar com ele, estar naquele barco.

Primeiros anos
Eu morei em Santos quando criança, meu pai foi transferido para trabalhar lá. Foi uma vida muito legal porque era aquela criança de praia, saía da escola e ia pra praia. Isso é muito marcante na minha vida. Meu pai foi transferido para o México quando tinha dez anos e até meus 15 anos nós moramos lá. Foi uma das experiências mais maravilhosas da minha vida. Eu me apaixonei pelo México e me considero metade mexicano até hoje. Volto uma vez por ano pra encontrar os meus amigos, passar um tempo lá. No México eu comecei a me desenvolver um pouco mais pelo lado artístico, comecei a desenhar, fazia caricaturas. E quando voltei para o Brasil, me matriculei na Academia Brasileira de Artes, em um curso de história em quadrinhos. E ali comecei a me aproximar sem querer da propaganda.

Decisão pela publicidade
Não tive nenhuma influência, nenhum adulto próximo trabalhava com publicidade. Meu pai é engenheiro químico, minha mãe é fonoaudióloga, e nós não tínhamos publicitários na família. Mas como desenhava bem, escutava das pessoas que eu devia fazer propaganda. Comecei a ficar com essa mosquinha, sabe? Fiz ESPM. Lá comecei a aprender que propaganda tinha outras coisas, mas eu queria ser diretor de arte.

Os pais de Fabio Brito

Os pais de Fabio Brito

O não mais importante da carreira
Descobri muito rápido que não seria um diretor de arte. Fiz uma pasta e comecei a rodar em algumas agências, e um cara acabou comigo. Estava no segundo ano da faculdade. Ele olhou a pasta e falou ‘cara, preciso ser muito honesto, você não vai ser um diretor de arte. Na tua idade, vejo pastas que são muito melhores. Tem outras coisas que você pode fazer’. Esse cara foi importante pra mim. Ele falou uma coisa que eu não queria escutar.

Momento crucial
Eu tinha uns 20 anos. É aquele momento de um monte de entrevista e que você toma não, não, não, e que coloca em evidência até como você lida com a rejeição. Ajuda a formar como pessoa. E isso estou falando como um homem branco e totalmente privilegiado. Esse momento de procurar emprego pela primeira vez você se sente meio sozinho.

Como lidou com o baque
Meu pai é um dos meus grandes mentores, tanto pela vida pessoal dele como a forma que sempre me ajudou a lidar com momentos de frustração. Eu chamo meu pai de Rudy, por causa do jogador de um filme, que é baixinho e magro, mas quer jogar futebol americano.

Brito com o Pai

Brito com o Pai

Meu pai fazia muito paralelo com ele e falava assim: ‘eu nunca fui o mais inteligente da turma ou no meu trabalho, mas eu ganhei de muita gente no ESTUDO e no DEDICAÇÃO. Eu dou um trabalho danado porque eu me esforço mais que todo mundo’. E no momento que eu percebi que talvez não tinha o pacote completo pra ser um diretor de arte, pensei que tinha outras coisas legais. E investi nisso.

Depois do choque
Meu primeiro movimento profissional foi trabalhar em cliente. Fui estagiário no Grupo Pão de Açúcar, no departamento de relacionamento. Na época eles estavam lançando o Cartão Mais. Depois passei pra agência.

Novo olhar para a profissão
Percebi que na propaganda a criatividade está em todo lugar. Se me perguntam se eu sou criativo, respondo que sou criativo. Criativa é qualquer pessoa que entenda e tenha o potencial de transformar ideias. Acho que isso é um erro da propaganda antiga de ver a criatividade só no departamento. Eu nunca acreditei nisso. O Atendimento pode ter ideia também. Ele pode não saber executar de forma brilhante, mas a criatividade está em todo lugar na agência.

Formação como líder
Essa experiência do não teve influência, mas eu não posso colocar só essa. O que me formou como líder foi ter trabalhado com muita gente incrível. E eu na verdade acabei sendo uma colcha de retalho, do que eu achava que essas pessoas tinham me ensinado, todas as influências positivas que tiveram em mim. Sempre fui muito direto com o meu time, mas sempre cuidadoso.

Brito e seu mentor na WMcCANN

Brito e seu mentor na WMcCANN

Quando você está falando algo que vai ter um impacto na vida da pessoa, você tem que olhar todos os componentes da equação: qual o background dela, que momento está vivendo, o que ela está passando, qual a ambição dela, qual a capacidade e as limitações dela. Eu diria que 80% do trabalho é esse, inclusive olhar as limitações e ajudar a entender e trabalhar isso. Os melhores líderes que tive são os que ajudaram a enxergar minhas limitações. Não numa forma destrutiva, mas positiva de incentivar a lidar com isso. O que eu tento fazer com o meu time é isso, é ser essa pessoa.

O que fazer e o que não fazer
Tento sempre aprender coisas de pessoas que são mais inteligentes que eu e aplicar, sejam frases, citações ou ações. Tem uma regra básica de gestão de pessoas que é: elogie em público e dê feedback no particular. Essa é uma regra de ouro.

Brito e seu mentor na DENTSU

Brito e seu mentor na DENTSU

Nunca fiz um comentário pra uma pessoa que trabalha comigo em público que pudesse fazer ela se sentir humilhada ou menosprezada. Fazer isso cria uma fratura na pessoa que é dificílimo de consertar. Outra coisa é que sempre fui muito criterioso em contratar pessoas, sempre busquei pessoas que fossem melhores do que eu, em essência e no individual. E pessoas que são boas nesse nível precisam de espaço e de luz. Uma pessoa que fez um treinamento anos atrás sobre formar time de alta performance disse que ‘nada que é belo cresce uma sombra’. Quando você contrata um talento fantástico você precisa colocar ele na luz, dar espaço para mostrar o que ele pode entregar.

Time
São aproximadamente 65 pessoas. Antes da pandemia, aproveitando uma ideia de outra pessoa, eu fazia o Café da Manhã do Brito, sempre uma vez por mês. Conversei com o Freitas, uma figura importantíssima que cozinha na Leo, e combinamos isso. Era um momento para confraternizar, apresentávamos quem estava chegando, falava alguma coisa e abria espaço para apresentações, por exemplo, o time de Extra falar como é uma operação de varejo, ou o time de Fiat contar como foi um lançamento. Na pandemia fizemos alguns happy hours virtuais, mas não é a mesma coisa.

Proximidade
Falo quase todos os dias com os diretores e com os times quando tem algo mais pontual, alguma necessidade ou se alguém está passando por algo. Por exemplo, muita gente recebeu em proposta durante a pandemia. As agências tiveram uma mudança significativa. Sempre tentei ficar perto das pessoas para mostrar que são importantes no nosso time. Nosso turnover foi bem baixo.

Clientes e rotina diária
Samsung, Extra, Bradesco, Nivea, Fiat, Mondelēz, Abott, EDP e Diageo. Vários desses clientes a gente faz gestão de portfólio, então dentro de uma marca tem várias marcas. Mondelēz são três. Por exemplo, Bradesco são várias áreas de negócio, Extra são vários formatos, como hiper, mercado, mini, farmácia… Não tenho dias iguais, porque a minha vida é em função dos clientes. Tenho uma agenda organizada, mas no meio do dia surgem situações que não estavam previstas e encontro uma forma de encaixar para apoiar o time. E tem outra coisa: eu adoro problema, sempre adorei problema e participar da solução. Como que você vai demonstrar que as pessoas são importantes se você nunca está presente ou se você nunca está disposto a ajudar?

Final de semana
As pessoas precisam descansar. Quando tem uma necessidade, se precisar fazer alguma gestão de crise, trabalho de fim de semana, mas não cobro isso do time. É inviável ter um time de alta performance se ele trabalha de feriado e fim de semana. Falo isso como alguém que já teve burnout de quase ir pro hospital. Sou totalmente contra trabalhar de final de semana. De vez em quando vai acontecer, se eu disser que não, estaria mentindo. Mas eu peço paro time desligar o telefone, não olhar e-mail nem ficar trocando mensagem de WhatsApp. Vai curtir o fim de semana, vai passear e fazer outras coisas. Não é normal se isso acontecer toda hora. Se acontecer significa que tem algo para resolver, como um déficit de estrutura. Você não pode enxergar isso e achar que é normal. Precisa recalibrar, reforçar o time, para evitar que as pessoas trabalhem de fins de semana. Muitas vezes a pessoa não reclama, mas você precisa estar perto e vendo isso. A pessoa dá sinal de cansaço, de tristeza. Nunca abracei essa cultura e a Leo também é contra.

Diferentes gerações
Trabalhei numa agência japonesa que dava muito valor para cabelo branco e que enxergava que ter mais idade não é nenhum demérito. Tenho pedido muita ajuda para ter senso crítico e um time cada vez mais diverso. Acho que nunca tem que ter uma fórmula pronta, mas contratar pessoas que façam sentido, sem preconceito, seja mais velha, mais nova, ou de outro segmento que não de agências etc.

Plano de carreira
Penso que em qualquer lugar a tua curva de aprendizagem tem que ser quase uma linha em 90º. Você tem que sentir que está aprendendo e se desenvolvendo. A hora que isso acaba é a hora de procurar uma coisa nova. Às vezes você entrevista uma pessoa e ela ficou menos de um ano nos lugares anteriores. Converso pra tentar entender porque na minha cabeça tem um tempo mínimo de entrar, aprender como é a cultura, e produzir algo, deixar um legado.

Leo Burnett Tailor Made ganha agência do ano no Caboré 2018

Leo Burnett Tailor Made ganha agência do ano no Caboré 2018

Eu sempre penso em primeiro lugar se meu líder é uma pessoa sensacional, se estou me desenvolvendo no que eu estou fazendo e se já deixei alguma contribuição. Se essas três coisas estiverem na equação, vale a pena ficar. Quando começa a perder essas coisas, começa a andar pro lado. O que eu percebo hoje, sem fazer nenhuma generalização, é que tem uma ansiedade e a pessoa quer ser promovida em poucos meses. Quando o mercado está aquecido você perde pessoas rapidamente. Tem uma regra básica que é: a gestão da carreira nenhuma empresa faz por você, quem faz a gestão da sua carreira é você. As escolhas vão definir a carreira. Eu sempre pensei no mais importante: com quem vou trabalhar.

Evento na Leo Burnett Chicago

Criatividade de qualquer lugar
Na Leo eu encontrei líderes criativos que acreditavam nisso. A Leo teve campanhas já que nasceram no Atendimento, Planejamento, Mídia. Já trabalhei em agências que para falar com a Criação precisava agendar horário. Mas a cultura da Leo é aberta, abraça a ideia. Se a ideia é legal será ouvida. Tenho um exemplo: queríamos fazer uma ação na agência e eu sugeri de transformar o site da Leo em um marketplace, um e-commerce pra vender os produtos dos clientes. Dei a ideia para a Criação e foi pra frente. Depois disso, obviamente, muita gente aportou e contribuiu.

Começo no atendimento
A McCann tem uma agência de CRM, a MRM. Me chamaram pra fazer entrevista pra Atendimento e o entrevistador falou do trabalho que estava fazendo no Pão de Açúcar. Conheci um pouco da agência, aceitei, ainda sem muito entusiasmo pela área e me apaixonei. Achei incrível estar perto do cliente, ajudar a liderar o negócio. Eu tinha uns 25 anos. Passei por poucas agências: McCann, Dentsu e Leo.

Semana
Tento sempre começar o dia dando o status do que está acontecendo, falar sobre os projetos em desenvolvimento na agência, apresentando ou aprovando. Tem toda a parte de business também que acaba consumindo um tempo significativo e as coisas sobre o futuro. Uma parte da agência está no hoje e uma parte no amanhã: que tipo de modelo a gente pode pensar, que solução a gente pode trazer, que segmento de mercado a gente quer impactar, qual tecnologia podemos buscar. Todos os dias são intensos. E eu também gosto de manter minhas conexões vivas, então tento almoçar com clientes, com amigos de agências ou veículos.

Comemoração da conquista da conta Extra

Comemoração da conquista da conta Extra

Notícia do Caboré
Eu estava apresentando uma das maiores concorrências do grupo na última década, que a gente ganhou, inclusive. No meio da minha fala começou a pipocar o WhatsApp, telefone, Teams e eu não consegui atender. Quando acabou a apresentação tinha uma quantidade absurda de mensagem falando da indicação. Eu fiquei muito feliz, porque que é uma coisa que o mercado inteiro espera. Acho que é o prêmio mais importante daqui porque é o mercado votando. É o Atendimento da Leo sendo reconhecido, o trabalho que a gente está fazendo nos últimos cinco, seis anos. Isso refletiu na indicação. Foi uma explosão de amor e de energia positiva. É difícil descrever. É muito especial.

Histórico
Eu acompanhava, mas duvidava que algum dia seria indicado. Eu não sou muito conhecido no mercado, sou low profile. Trabalhei com muita gente que me ensinou que nessa indústria os prêmios são dos clientes. Foi uma surpresa incrível. Quando soubemos da indicação, o Claudio Kalim, da Tech & Soul nos contatou enquanto e almoçamos juntos com a Fernanda Tedde da AlmapBBDO. Foi divertidíssimo. A gente não se conhecia.

Ao lado de Marlene Bregman

Ao lado de Marlene Bregman

Leitura nesse momento de vida
Estou lendo um fantástico, o Humankind: A Hopeful History, do Rutger Bregman. É um tanque de otimismo. Em um ano tão difícil, de tanta notícia ruim, ele fala que a humanidade tem solução, que a maior parte das pessoas é boa e as coisas vão dar certo. Por exemplo, se tem uma pessoa sem máscara, tem dezenas usando, se tem aquela pessoa que fura fila, tem muitas outras que não. O autor vai falando de exemplos e estudos, é uma leitura com uma mensagem positiva e eu estava precisando disso.

Paralelo infância e publicidade
Lembro de ver meus pais sempre livres e curtindo a vida. A gente era criança de brincar na rua, na praia. Cresci com música e isso me influenciou muito. O México também. Acho o mexicano um dos povos mais criativos e alegres do planeta. A música mexicana, a culinária mexicana, o senso de família, senso de irmandade, é um povo muito festeiro. Foi muito bom numa idade pequena ir para outro país, vivenciar outra cultura… essas experiências me transformaram, são referências que me marcaram muito. Para mim o Jacques Custeau ficou um pouco nessa época de criança, o que continua comigo é a paixão e o respeito pela natureza. Tenho muita vontade de morar na praia, mas mais do que isso morar um tempo fora, de repente fazer pela Nina o que meu pai fez por nós, minha irmã e eu.

 

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