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Brasileiros se antecipam para compras na Black Friday, mostra a LWSA

Metade dos consumidores pesquisam ofertas antes da data e maior parte reserva orçamento para compras ao longo de novembro

i 21 de setembro de 2026 - 10h12

A pouco mais de dois meses da Black Friday de 2026, realizada em 27 de novembro, muitos consumidores já sabem quanto, como e onde gastarão na data promocional. O planejamento acontece com antecedência, muitas vezes ao longo do ano.

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Levantamento indica que lojas físicas são a escolha de 28% dos consumidores para compras na Black Friday de 2026 (Crédito: DC Studio/Shutterstock)

É o que mostra a “Pesquisa de Intenção de Compra – Black Friday 2026” elaborada pela LWSA. O relatório indica que metade do público inicia pesquisas de promoções um mês antes da ocasião, enquanto 19% deixam as consultas para a semana da data promocional e apenas 5% realizam pesquisas na própria sexta-feira.

O planejamento financeiro também segue a premissa de antecipação: 47% reservam o orçamento para a Black Friday. Do montante, 34% guarda dinheiro nos meses anteriores e outros 19% se preparam ao longo do ano ou apenas no mês de novembro. Destaque para maior preparação entre jovens entre 18 a 24 anos, das classes DE.

E o que motiva a compra? Segundo o levantamento, há um equilíbrio entre o consumo racional e aspiracional. Pouco mais da metade (55%) compram itens por necessidade. O desejo não fica atrás, com 51% das respostas. Destaque para um crescimento de 6 pontos percentuais na intenção de estocar itens utilizados com frequência, passando para 19%. A liderança é por eletrônicos e eletrodomésticos, 50% e 44%, respectivamente. Roupas, beleza e viagens aparecem na sequência – 41%, 32% e 29%, respectivamente.

As compras variam de acordo com a data, revelando a força do período promocional antes mesmo da sexta-feira. A maior parte dos respondentes, 54%, planejam comprar durante o mês de novembro. Na data em si, há a pretensão por parte de 20% da amostra.

E a Cyber Monday tem sido relevante entre o público. Dos 47% que consideram aguardar o pós-Black Friday, 35% procuram adquirir itens na data caso não encontrem o que buscam na data oficial e 12% acreditam que as promoções sejam melhores.

Da busca à conversão

Os marketplaces aparecem no topo das intenções de busca com 56% das menções. Os sites de lojas e marcas superam aplicativos próprios: 42% contra 33%. Redes sociais também são citadas, entre elas, Instagram e TikTok, por 21% e 17% das pessoas.

Para as compras em si, a preferência é dada aos sites das lojas (55%), apps proprietários (40%), marketplaces (37%) e lojas físicas (28%). No TikTok Shop, especificamente, as promoções exclusivas chamam a atenção de 44% dos que já fizeram compras pelo canal.

A inteligência artificial já impacta as decisões para a Black Friday deste ano. Ainda que o número seja relativamente baixo, 13%, há uma parcela que já utiliza plataformas como ChatGPT e Gemini para pesquisar produtos. O número sobe em termos de frequência: 63% utilizam os chatbots para esse fim sempre ou frequentemente. Outras soluções, como os resumos gerados pela tecnologia, influenciam as decisões de 45% do público.

Experiência durante a jornada

Em datas de alto fluxo de navegação e compras no ambiente digital, a experiência pode ser comprometida. O relatório revela que problemas no funcionamento de um site ou aplicativo faria com que um em cada quatro consumidores desistisse da compra. Outros fatores envolvem atendimento ruim ou demorado (45%) e falta de suporte humano (17%).

Entre os pontos de valorização para o período, 42% alegam que experiências fluidas e atendimento pós-venda de qualidade (citado por 37%) poderiam levar a uma nova aquisição junto às empresas.

As recomendações da LWSA para os players incluem atendimento rápido, identificação de gargalos ao longo da jornada e retomada de contato após abandono do carrinho podem ser diferenciais para a conversão. Desafio, ainda, para que operações de médio e grande porte conectem canais e dados, e automatizem interações recorrentes.

Maiores possibilidades de conversão também podem surgir através de estratégias de facilitação de pagamento e recompensas. Caso de parcelamento sem jutos no cartão de crédito, elencada por 58% como a principal forma de pagamento para a Black Friday, seguida do Pix (39%) e cartão de crédito com cashback (24%).

O ticket médio entre R$ 500 e R$ 1 mil lidera com 27% da preferência. Apesar disso, 44% planejam gastar mais de R$ 1 mil na data – destaque para a parcela de 22% que afirma desembolsar até R$ 2 mil.

Metodologia

Os resultados do estudo foram coletados a partir de entrevistas online realizadas junto a 1.044 pessoas acima dos 18 anos, das quais 57% mulheres e 43% homens, de todas as regiões do Brasil. A maior parte da amostra estava concentrada no Sudeste (43%) e Nordeste (26%). Participaram respondentes das classes AB (13%), C (35%) e DE (52%).