Consumidor estará mais econômico na Páscoa, diz estudo
Pesquisa da Score Group com a Hibou mostra que, mesmo com as restrições, brasileiros não abrem mão de tradições no feriado

Consumidores devem reorganizar seus rituais para a Páscoa por questões financeiras (Crédito: billion-photos-shutterstock)
O Score Group, juntamente com a Hibou, apresenta a pesquisa Pulso sobre a Páscoa. O estudo, que ouviu 1.163 pessoas no período de 10 a 13 de março deste ano, apontou algumas tendências do consumidor brasileiro para esse feriado.
Dados apresentados no material apontam que, apesar de ligado à tradição e de não abrir mão da data, o brasileiro está preocupado com aspectos financeiros a respeito do evento.
Isso significa que o consumidor não romperá com a tradição, mas adequará os rituais a sua realidade, promovendo um equilíbrio entre a tradição e o orçamento e um balanço emocional com restrição financeira.
Para isso, as instituições definiram três aspectos fundamentais para a avaliação do consumidor nessa Páscoa: Cultural, Econômico e Comportamental.
Cultural: tradição mantém força
Embora haja um cenário econômico que não é favorável, a pesquisa aponta que a tradição e os rituais de Páscoa continuam sendo um ponto extremamente relevante para os consumidores. Os rituais familiares seguem importantes, mas de uma celebração coletiva, migra para um cenário seletivo.
Não à toa, o estudo aponta que o comportamento dominante é o de intimidade, demonstrado pelo dado de que 40% dos respondentes ficam em casa sem receber visitas, enquanto apenas 11% recebem pessoas. Entre os viajantes, o índice caí para 6%.
Mesmo o almoço em família se mantendo em 70% dos lares, ele acontece de forma restrita e não como grandes encontros. A Ponto Score aponta que a Páscoa não perdeu o vínculo, ela só reduziu o perímetro da relação.
Como resultado disso, as tradições se tornam mais flexíveis, demonstrando que a data deixou de ser voltada a produto para voltar a ser de relação. Nesse aspecto, apenas 13% dos respondentes enxergam o momento como uma oportunidade de consumir chocolates.
Econômico: o preço no centro das escolhas
O preço passou a ser um fator determinante para a escolha de consumo, especialmente quando se trata de formatos – impulsionando a disputa entre barras, caixas de bombons e ovos.
Esse fator impacta diretamente a jornada, tendo em vista que apenas 23% dos respondentes dizem que vão manter a troca de ovos no almoço, enquanto 5% fazem caça aos ovos.
Isso acontece porque, para 80% dos consumidores, os ovos estão mais caros, enquanto 66% enxergam a data como mais comercial e cara, para 53% que afirmam estar com o bolso mais apertado e que irá reduzir as compras.
Isso reorganiza o comportamento de compra, resultando na substituição de ovos por barras por 41% das pessoas, e na redução da compra de ovos, para 35% delas.
Embora, de acordo com a pesquisa, a preferência de 76% dos consumidores seja os ovos, o comportamento real migra para os formatos mais baratos.
Comportamento: jornada mais curta e prática
Mesmo em um cenário ultra conectado, e com influência direta da publicidade digital, os consumidores tendem a tomar a decisão de compra na Páscoa é tomada em sua maioria no ponto de venda, em uma jornada curta e sensível ao contexto, priorizando kits e combos que reduzem o cansaço cognitivo.
Entre os respondentes 23% afirmam escolher o produto por promoção, enquanto 37% chegam à loja com a decisão tomada. A influência, neste caso, é menor. Apenas 1% dos consumidores, afirmam ser guiados por influenciadores, enquanto 68% decidem sozinhos.

