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Stock Car Pro Series busca expansão além de Interlagos

Grupo Veloci quer transformar o automobilismo em plataforma de negócios, mídia e entretenimento

i 16 de junho de 2026 - 12h17

Lincoln Oliveira recebendo uma premiação, Capacete de Ouro, em 2024 (Créditos: Divulgação)

Lincoln Oliveira recebendo uma premiação, Capacete de Ouro, em 2024 (Créditos: Divulgação)

A Stock Car Pro Series está no centro da estratégia do Grupo Veloci para ampliar sua atuação no mercado de esporte, entretenimento e negócios.

À frente da Vicar e da holding desde 2021, Lincoln Oliveira, pai do piloto de F1 Gabriel Bortoleto, diz que o objetivo é tratar o automobilismo como uma indústria mais estruturada.

Nesse processo, o grupo trabalha para ampliar audiências, diversificar receitas, fortalecer a relação com patrocinadores e desenvolver novos produtos digitais e presenciais.

Segundo Oliveira, a corrida segue como centro do produto, mas o plano é ampliar as possibilidades de monetização ao redor dela.

“O automobilismo brasileiro tem uma base emocional muito forte, mas precisa ser tratado como indústria. Isso exige governança, capital, visão de longo prazo, profissionalização, tecnologia e capacidade de criar produtos para fãs e marcas”, afirma.

De acordo com o executivo, o Grupo Veloci cresce acima de 30% ao ano desde 2023, com expectativa de alcançar cerca de R$ 230 milhões de faturamento em 2025 e meta de chegar a R$ 500 milhões até 2028.

Marcas, mídia e experiência

A estratégia passa por posicionar a Stock Car para além da competição esportiva. A proposta é que cada etapa funcione também como ambiente de relacionamento, hospitalidade, conteúdo e ativação comercial.

Nesse modelo, as marcas usam o evento não apenas para exposição, mas também para receber clientes, realizar ações B2B, ativar consumidores, produzir conteúdo, lançar produtos e gerar dados.

Segundo o grupo, mais de 250 marcas estão conectadas às categorias, seja por patrocínio da competição, das equipes, dos pilotos, seja por ativações ou relacionamento comercial.

Para Oliveira, o perfil dos patrocinadores mudou.

“As marcas buscam plataformas capazes de entregar muito mais do que exposição. Elas querem audiência qualificada, reputação, conteúdo, relacionamento, geração de negócios, dados e experiência”, afirma.

Na frente de público, o grupo também busca ampliar a presença entre jovens e mulheres. Segundo Oliveira, as mulheres representam cerca de 20% do público da categoria, com meta de chegar a 35% nos próximos anos.

Expansão e próximos passos

Interlagos, em São Paulo, segue como uma praça central para a Stock Car, mas o grupo pretende ampliar a presença da categoria em outras regiões do Brasil.

O plano é evoluir de 12 etapas para 14 e, depois, 16 corridas por temporada, considerando fatores como potencial de público, infraestrutura, rede hoteleira, interesse de marcas, apoio institucional e impacto econômico nas cidades.

Oliveira também cita a possibilidade de formatos complementares, como corridas de rua, em regiões que ainda não têm autódromos com estrutura para receber a categoria. Norte e Nordeste estão no radar pelo potencial de audiência, consumo e relacionamento com marcas.

Entre os próximos movimentos estratégicos, o Grupo Veloci avalia novas frentes de expansão e possíveis aquisições de categorias complementares, como rally, drift, caminhões e gentleman drivers.

“O crescimento não depende de uma aposta isolada. Ele vem da construção de uma plataforma integrada, com dezenas de receitas novas e capacidade de capturar valor em toda a cadeia do motorsport”, finaliza o executivo.