Comunicação

Os planos da OpenAI para popularizar o ChatGPT no Brasil

Empresa estreia primeira campanha de mídia integrada no Brasil, com a paixão pelo futebol como pano de fundo

i 18 de maio de 2026 - 6h02

Em processo de consolidação da operação brasileira, a OpenAI estreia nesta segunda-feira, 18, sua primeira campanha de mídia integrada no País.

Aproveitando o contexto da Copa do Mundo, que tem início em 11 de junho, a empresa dona do ChatGPT quer inserir a ferramenta no dia a dia dos brasileiros, justamente no momento em que uma grande temporada de futebol acontece na era da inteligência artificial generativa.

OpenAI

OpenAI mostrará diversos usos do ChatGPT, ilustrando a inserção da ferramenta em momentos culturais dos brasileiros (Crédito: Divulgação)

A estratégia é similar à aplicada ao Lollapalooza Brasil 2026, participando de momentos culturais relevantes para os brasileiros. No festival, o mote era conectar o chatbot ao contexto de lifestyle, música e entretenimento. Agora, a partir do alcance nacional, a OpenAI mira nos diversos casos de uso aplicados ao pico do interesse pelo futebol.

O plano de comunicação terá desdobramentos ao longo de todo o mundial, até a metade de julho, em TV aberta, entre Globo e Record, cinemas e plataformas de streaming (Disney+, HBO Max, Netflix e Samsung TV Plus), bem como nas redes sociais junto a criadores de conteúdo e mídia out-of-home em diversas capitais do Brasil, como São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

As ações foram desenvolvidas pelo time criativo da própria OpenAI no País, com o apoio de parceiras locais para produção e mídia.

O ChatGPT já conta com mais de 50 milhões de usuários ativos mensais no País. E os brasileiros já geraram mais de 140 milhões de prompts na plataforma.

“Somos um dos maiores mercados para o ChatGPT globalmente”, afirma Maria Clara Fleury Osorio, head de marketing da OpenAI para a América Latina. “Estamos desenhando uma campanha que consiga acompanhar todas as manifestações e diferentes casos de uso que o brasileiro encontrará para a inteligência artificial pela primeira vez”, acrescenta.

A companhia, liderada por Sam Altman, desembarcou em São Paulo no final do ano passado. À época, já promovia o momento da IA no Brasil apresentando a adoção do chatbot por pequenas e médias empresas, salas de aula e até mesmo fazendas. É justamente a amplitude do público alvo da ferramenta que a OpenAI busca retratar na campanha nacional.

Com uma indústria grande no Brasil, o futebol gera muitas oportunidades econômicas — e muitos pequenos negócios aproveitam esses momentos para alavancar vendas e lançar novos produtos, exemplifica a head. As peças trarão cases sobre o uso do ChatGPT por uma manicure de nail art, para o desenvolvimento de planos de treino e até mesmo de organização de agenda para que o usuário acompanhe os jogos da Copa.

“Momentos culturais, sem dúvida, fazem parte da nossa estratégia para poder conectar esses casos de uso que são altamente identificáveis para o brasileiro e para mostrar como a IA pode fazer diferença na vida das pessoas de forma muito tangível, fácil, leve, descontraída e altamente relacionável”, diz.

O movimento também é oportuno para que o mercado publicitário aprenda sobre a ferramenta. O Brasil está entre os países que deve iniciar, em breve, a fase piloto de anúncios no ChatGPT. Até o anúncio da expansão, a iniciativa estava restrita aos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. A abertura dos testes se estende também para mercados como o do México, Reino Unido, Japão e Coréia do Sul.

A OpenAI nos esportes

Em 2025, a OpenAI veiculou seu primeiro anúncio na TV durante o Super Bowl LIX, nos Estados Unidos. Na ocasião, havia trabalhado com a Accenture Song, segundo o Ad Age. A campanha visava tornar o ChatGPT sinônimo da categoria. Já no Super Bowl deste ano, a campanha de 60 segundos “You Can Just Build Things”, posicionava a IA como ferramenta prática para a criatividade, o trabalho e a resolução de problemas do dia a dia.

Questionada sobre as peculiaridades do público brasileiro, Maria Clara cita a geração de imagem por IA como uma porta de entrada à tecnologia. A partir daí, ocorre o que a companhia chama de expansão de casos de uso. “O Brasil é um mercado early adopter de tecnologia, não é à toa que grandes plataformas têm o País como um dos maiores mercados, mas são usuários muito visuais”, detalha a executiva.

A Copa do Mundo também é pano de fundo para o primeiro grande patrocínio televisivo da empresa no Brasil. Presente nas transmissões do campeonato na Globo, a OpenAI é uma das cotistas de participação do projeto que já conta com 25 marcas parceiras inseridas ao longo das partidas e da cobertura jornalística.