Economia

EUA taxam Brasil em 25% e governo promete reciprocidade

Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos impôs taxa de 25% sobre importações brasileiras a partir do próximo dia 22; Planalto classifica como “lastimável”

i 16 de julho de 2026 - 7h31

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Governo dos EUA aplicou tarifa de 25% sobre importações brasileiras (Crédito: Andrea Izzotti/Shutterstock)

Após investigação comercial realizada pelo USTR (sigla de Escritório de Representante Comercial dos Estados Unidos), o governo do país anunciou, na noite dessa quarta-feira, 15, a imposição de novas tarifas de 25% sobre os produtos importados do Brasil.

A tributação entrará em vigor a partir do próximo dia 22 e valem para todos os itens importados do Brasil, com exceção do que já fazia parte das listas de exceções do órgão, como carne bovina, aeronaves, suco de laranja e café em grãos.

A notícia de que o USTR preparava uma nova tarifa para as importações brasileiras foi dada no início de junho, quando a entidade comercial declarou, que há mais de um ano, havia dado início a uma investigação sobre possíveis práticas consideradas desleais por parte do Brasil, que dificultavam o acesso de exportações aos Estados Unidos há anos.

Nessa investigação, o USTR incluiu serviços de pagamento eletrônicos, como o Pix; tarifas preferenciais; acesso ao mercado de etanol e o desmatamento ilegal como objetos das práticas desleais.

Brasil considera “marco lastimável” e fala em reciprocidade

A medida do governo dos Estados Unidos foi rapidamente respondida pelo governo brasileiro, que classificou a data dessa quarta-feira, 15, como um “marco lastimável” na relação entre os dois países.

Em comunicado publicado nas redes sociais, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República declarou que “repudia a decisão anunciada pelo governo dos EUA relativa à imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974.

A Secom cita dados das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos para argumentar que não há justificativas para medidas unilaterais contra o Brasil e diz que tentou, nas últimas semanas, defender esses pontos durante as negociações com o USTR.

Por fim, o governo brasileiro promete adotar medidas de reciprocidade em relação às novas tarifas.

“O Brasil iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, e retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC”, diz.

Veja, abaixo, o comunicado do governo brasileiro na íntegra, postado pelo perfil do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva: