Fifa AI Pro: como funciona o sistema de agentes da Copa?
Parceira de tecnologia da Fifa, Lenovo desenvolveu soluções que vão da análise de dados a logística

Colaboração com a Lenovo também envolve um Centro de Comando Inteligente para monitorar as operações e realizar os planejamentos preditivos em todas as sedes (Crédito: Reprodução)
Na última semana, durante um evento no Brasil, o Google anunciou como pretende unificar um sistema padrão e preditivo para auxiliar a Comissão Brasileira de Futebol (CBF) e suas comissões técnicas a tomarem melhores decisões dentro de campo. Mas, o Google não é único investindo na conexão entre inteligência artificial e futebol.
Para a Fifa, a Copa do Mundo de 2026 deve ser um marco tecnológico. No centro da estratégia está o Fifa AI Pro, um assistente desenvolvido em parceria com a Lenovo para democratizar o acesso à análise de dados.
O sistema é fruto de um trabalho de 18 meses e orquestra múltiplos agentes, processando mais de duas mil métricas. A principal diferença entre a solução criada para a Copa e outros modelos generativos convencionais é o uso do histórico de dados da Fifa.
Diretora de marketing da Lenovo no Brasil, Eliane Andreu, conta que o projeto envolveu um exercício de cocriação para resolver problemas reais do evento. “A tecnologia precisa ser uma aliada invisível que cuida da logística e da complexidade para que a Fifa e os torcedores possam focar apenas na emoção do jogo”, aponta.
O Fifa AI Pro vai permitir que os treinadores usem as projeções para testar mudanças táticas e entender como elas podem ser aplicadas com adversários específicos. Na prática, a IA entra não só para otimizar a performance das seleções, individualmente, mas para mapear adversários e criar estratégias mais eficientes.
“O que estamos fazendo é democratizar o acesso à alta performance. Antes, apenas os gigantes tinham acesso a análises táticas profundas, mas, agora, com o Fifa AI Pro, todas as 48 seleções terão em mãos dados qualificados para melhorar seu desempenho”, explica Andreu.
Impacto nas transmissões
As aplicações de inteligência artificial também vão impactar as transmissões, com avatares digitais 3D que criam representações precisas dos atletas. Já a ferramenta Referee View usa edge computing para levar a perspectiva do árbitro em campo para a audiência.
Para a marca, a ideia é que o torcedor não apenas assista, mas viva os jogos como se estivesse dentro do campo. “Um dos maiores ganhos é a visão do árbitro. Com a nossa tecnologia de estabilização de imagem por IA, conseguimos limpar as filmagens das câmeras corporais dos juízes, permitindo que quem está em casa veja o lance exatamente como o árbitro viu, sem aquele tremor que incomodava”, aponta a diretora de markentig.
Logística nos estádios
Como uma parceria multisetorial, a colaboração com a Lenovo também envolve um Centro de Comando Inteligente para monitorar as operações e realizar os planejamentos preditivos em todas as sedes antes, durante e depois de cada jogo.
A organização vai monitorar a situação dentro e ao redor dos estádios para mitigar incidentes. Para quem está dentro dos estádios, a IA vai funcionar como um guia pessoal com mapas inteligentes para evitar filas e sugerir caminhos mais rápidos.