Mercado Livre amplia estratégia de venda de medicamentos
Varejista inicia venda de medicamentos sob prescrição, incluindo antibióticos e canetas emagrecedoras, na região metropolitana de São Paulo
Após ingressar na comercialização de medicamentos no início deste ano, o Mercado Livre expande sua oferta no segmento a partir da venda de remédios sob prescrição. O anúncio foi feito durante o Mercado Livre Experience, conferência anual da varejista.

Popularmente chamadas de canetas emagrecedoras, injetáveis à base de análogos de GLP-1 poderão ser adquiridos no Mercado Livre (Crédito: Shutterstock)
Antes, a venda era restrita a medicamentos de venda livre e tratamentos prescritos que não necessitam de retenção de receita. Com a ampliação, o Mercado Livre irá disponibilizar em sua plataforma medicamentos como antibióticos e até mesmo as famosas canetas emagrecedoras, como são popularmente conhecidos os medicamentos injetáveis à base de análogos de GLP-1. Um farmacêutico da operação analisará as receitas médicas para a liberação das compras.
Em nota, a companhia afirma que a evolução reforça a proposta de valor do ecossistema, combinando conveniência, diversidade de sortimento e segurança ao consumidor.
Ainda, a venda de medicamentos é expandida para toda a região metropolitana de São Paulo.
Novidades também em logística. O Mercado Livre passa a contar com a modalidade “Envios Agora” para entregas em até uma hora para consumidores na cidade de São Paulo.
Na corrida pela conveniência e prazos de entrega, o formato já está em operação em regiões selecionadas da capital para itens de até 15kg. Os entregadores realizam a retirada diretamente na operação do vendedor. Segundo a empresa, 75% das compras são entregues até o dia seguinte no estado de São Paulo.
O modelo de frete inédito também abrange a nova etapa da venda de medicamentos. Pelos próximos três meses, há a expectativa de reunir 20 farmácias de redes terceiras no marketplace para garantir o prazo de entrega em até 60 minutos.
A empresa também prevê a inauguração de 30 novas operações logísticas até o final do ano, encerrando o período com 72 centros logísticos de grande porte. Isso inclui novos centros de armazenamento e despacho – chamados de Centros Fulfillment, que registraram crescimento de 30% ano a ano -; pontos de retiradas de mercadorias; Cross Docking, pontos de transbordo de carga entre rotas e modais para itens sem armazenagem prolongada; centros de triagem e Centros Fulfillment em regiões metropolitanas.

Mercado Livre também amplia centros logísticos pelo Brasil (Crédito: Divulgação)
Mercado reage
O anúncio do Mercado Livre gerou dúvidas entre players do setor. Associação Brasileira de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) afirmou que levantará a legalidade da operação do marketplace à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Em agosto, a Anvisa revogou medidas preventivas que proibiam a comercialização e propaganda de medicamentos em plataformas de e-commerce, — como Shopee, Rappi, iFood e o próprio Mercado Livre, por exemplo — que não pertencem a farmácias ou drogarias.
Em retificação publicada no Diário Oficial da União, o órgão determinou que as plataformas não poderiam comercializar medicamentos de forma independente, dependendo da parceria com farmácias e drogarias.
À época, tanto Abrafarma quanto outras entidades do setor que participavam da mobilização reiteraram a preocupação sobre a transparência das regras, além de evitar uma abertura irrestrita para a venda de medicamentos online.
Ofertas aos vendedores
Na seara da tecnologia, o Mercado Livre introduz os Assistentes de Vendas e de Anúncios aos vendedores. Potencializadas por inteligência artificial (IA), as ferramentas auxiliam pequenas e médias empresas na criação de conteúdo, automação, monitoramento e acompanhamento de indicadores, otimização de anúncios e recomendações automatizadas.
Atentos à mudança de hábito dos consumidores e comportamento de compra, a varejista lança uma nova função de live dentro do aplicativo. Batizada de Mercado Livre Live, a solução é destinada não apenas a vendedores, mas também creators e afiliados — mais de 12 milhões em toda a América Latina.